Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Política

publicidade
POLÍTICA

Daniel Silveira: PGR nega semiaberto, mas valida abater pena por curso de metrologia e Kafka

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

A Procuradoria-Geral da República deu parecer contrário ao pedido da defesa do ex-deputado Daniel Silveira para ele já pudesse cumprir o restante de sua pena de oito anos e nove meses de prisão em regime semiaberto. A progressão seria uma consequência do abatimento dos dias em que o parlamentar cumpriu medidas cautelares - como o uso de tornozeleira eletrônica -, mas o Ministério Público Federal não concordou com tal remissão.

O órgão aponta que o cálculo dos advogados de Silveira - que, na avaliação da defesa, justificariam o regime mais brando de cumprimento de pena - não se aplica ao caso do ex-parlamentar, vez que só pode ser usado em casos de crime 'cometido sem violência à pessoa ou grave ameaça'.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

De outro lado, o vice-procurador-geral da República Hindenburgo Chateaubriand Filho concordou com a homologação das horas de estudo e trabalho devidamente comprovadas pelo Presídio Público Pedrolino Werling de Oliveira, onde Silveira está custodiado.

Segundo a administração da prisão, Silveira fez cinco cursos técnicos à distância: direito e economia; metrologia; preparação em logística; assistência contábil; e lógica contábil. Silveira participou das atividades entre maio e setembro do ano passado.

Em agosto, ele começou a trabalhar na faxina do presídio, com auxiliar de serviços gerais, também com o objetivo de obter remissão de pena. Segundo os relatórios de atividades laborativa, Silveira conseguiria abater 19 dias de sua pena: cinco pelo trabalho feito em agosto; sete, pelas atividades de setembro; e sete pelos dias trabalhados e outubro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, a ficha do ex-parlamentar mostra que ele leu dois livros para abater dias de sua pena: O homem que calculava, de Júlio César de Mello e Souza; e O processo, de Franz Kafka.

Em 2019, o escritor checo lido por Silveira virou anedota por um deslize cometido por outro aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub.

Na época, durante sabatina na Comissão de Educação do Senado, Weintraub confundiu Kafka com kafta - tradicional comida árabe - ao mencionar um processo administrativo que sofreu enquanto era professor na Unifesp.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Eu sofri um processo administrativo interno, mas, durante um ano e oito meses, eu fui investigado, processado e julgado. No processo estava escrito inquisitorial e sigiloso. Que eu saiba, só a Gestapo fazia isso. Ou no livro do 'Kafta' ou a Gestapo", disse o ex-ministro.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Política

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV