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Como pré-candidatos a presidente reagiram sobre classificação de PCC e CV como terroristas

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Pré-candidatos à Presidência nas eleições deste ano, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) se manifestaram nas redes sobre decisão do governo dos Estados Unidos de incluir o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas internacionais, anunciada nesta quinta-feira, 28. Pré-candidato a reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se pronunciou em evento e em nota oficial do Planalto.

A notícia foi celebrada por Flávio. "Grande dia", escreveu o senador no X, citando a publicação em que Marco Rubio, secretário de Estado de Donald Trump, sobre a medida. O senador também agradeceu Trump e Rubio nominalmente em outra postagem e se dirigiu ao secretário em uma terceira: "Muito obrigado, Sr. secretário de Estado! O combate os narco-terroristas precisa ser feito com a união entre os países afetados pela atuação criminosa deles! O povo brasileiro agradece!".

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O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) esteve nos EUA e afirmou ter se reunido nesta quarta-feira, 27, com o vice-presidente americano, J.D. Vance, e com Rubio, para reforçar o pedido de classificar as organizações criminosas como terroristas.

O governo dos EUA já estudava a questão há meses. Como mostrou o Estadão, membros do governo Lula avaliam que a classificação ganhou impulso político com a visita de Flávio mesmo depois de negociações e conversas em que o Brasil deixou clara sua objeção. Nesta sexta-feira, 29, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República divulgou nota sobre o novo enquadramento.

"É deplorável que mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil. Qualquer colaboração internacional para o combate às facções será bem-vinda. Seguimos dispostos a construir soluções conjuntas benéficas aos países envolvidos. Mas não aceitaremos o uso de medidas arbitrárias vindas do estrangeiro como pretexto para atacar a nossa soberania e a nossa economia", diz o comunicado.

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No início do mês, o presidente Lula se reuniu com Trump na Casa Branca, em Washington. A Secom afirma que o Brasil apresentou ao Departamento de Estado dos EUA proposta focada na inteligência e na cooperação internacional que inclui ampliação dos controles sobre a lavagem de dinheiro praticada no exterior e sobre o tráfico de armas enviadas ao Brasil.

Durante cerimônia sobre investimentos da Petrobras em Sergipe, Lula se pronunciou sobre o caso pela primeira vez e criticou a viagem de Flávio aos EUA. "Filho de bolsonarista que não tem vergonha de trair a pátria e pedir intervenção", disse.

Pré-candidato à Presidência pelo PSD, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado usou o episódio para criticar o presidente Lula. "Os EUA classificaram o PCC e o Comando Vermelho como terroristas. Lula os classifica como vítimas. Essa é a diferença entre um governo que protege o povo e um governo que protege o crime", escreveu no X.

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"A única frustração minha é que não cheguei à Presidência da República para que eu tomasse essa iniciativa", disse Caiado em vídeo, acrescentando que Lula está "desmoralizando o País e a população brasileira".

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato ao Planalto pelo Novo, elogiou Flávio Bolsonaro. "Finalmente PCC e Comando Vermelho são considerados grupos terroristas. Reconheço o trabalho do Flávio por ter feito o que o Lula e o PT tentaram impedir", afirmou.

Zema criticou o argumento de que a classificação abre caminho para intervenções militares americanas. "O PT diz que tratar facção como terrorismo ameaça a soberania do Brasil. Quem ameaça nossa soberania é exatamente o PCC e o Comando Vermelho. Nossa soberania não está ameaçada", disse.

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O pré-candidato do partido do MBL, Renan Santos, escreveu no X que "americano nenhum vai matar nossos bandidos". "Quem vai matar seremos nós. Honra e glória aos nossos policiais", afirmou, chamando a ação de Flávio Bolsonaro nos EUA de "humilhação nacional" e acusando o senador de terceirizar combate ao crime.

Ele também republicou o vídeo de Zema sobre o assunto com um comentário: "Que falta de amor próprio, pelo amor de Deus".

Em pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quinta-feira, Lula aparece à frente de Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno da eleição presidencial. O presidente tem 46,5% das intenções de voto, contra 41,4% do primogênito de Jair Bolsonaro.

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Em relação aos outros presidenciáveis, o petista tem 46% contra 40% de Ronaldo Caiado; 46% a 37% contra Zema; 46% a 31% contra Renan Santos e 46% a 26% contra o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa, anunciado como pré-candidato pelo DC.

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