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Cláudio Castro diz que não irá depor à CPI do Crime Organizado por 'lombalgia aguda'

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Cláudio Castro (PL), o ex-governador do Rio de Janeiro informou que não irá depor à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, no Senado Federal. Ele deveria comparecer na sessão desta terça-feira, 14, em Brasília, mas faltará por apresentar "dores intensas na região lombar".

"O ex-governador Cláudio Castro foi diagnosticado, na manhã desta segunda-feira, com um quadro de lombalgia aguda, apresentando dores intensas na região lombar, o que motivou orientação médica expressa para suspender viagens e atividades presenciais neste momento. Por esse motivo, ele não poderá comparecer à oitiva da CPI do Crime Organizado, prevista para terça-feira, em Brasília", diz a nota do ex-governador publicada pelo G1.

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A convocação de Castro foi aprovada pela CPI no dia 31 de maio. Há um entendimento formado no Supremo Tribunal Federal (STF) de que governadores não podem ser convocados. Com a renúncia de Castro ao cargo no dia 23 de março, o cenário mudou e os parlamentares aprovaram sua oitiva e do ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB).

Castro renunciou um dia antes do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o condenou e o tornou inelegível até 2030. De acordo com a acusação, órgãos estaduais, como a Ceperj e a Uerj, teriam sido usados para criar mais de 27 mil cargos comissionados irregulares, destinados a beneficiar aliados políticos e impulsionar a reeleição d o ex-governador em 2022.

Para, o relator da CPI e autor do requerimento, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), o depoimento de Castro proporcionaria "um panorama macro estratégico inestimável, permitindo investigar as falhas e os gargalos institucionais que dificultam o combate à lavagem de dinheiro e à asfixia financeira do crime organizado".

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"Historicamente, o Rio de Janeiro tem sido o laboratório das mais sofisticadas dinâmicas do crime organizado no país", diz Vieira no requerimento. "Diante da magnitude e da sofisticação dessas estruturas, o enfrentamento do crime organizado transcende a mera atuação repressiva nas ruas, exigindo uma compreensão sistêmica de como essas máfias lavam seus ativos ilícitos e de como conseguem se infiltrar nos Poderes Constituídos", completa.

Essa não é a primeira vez que Castro não comparece às reuniões da Comissão. A CPI chegou a agendar três oitivas com o ex-governador do Rio entre fevereiro e março. Ele faltou às três tentativas alegando incompatibilidade de agenda. O Estadão tenta contato com o ex-governador.

Esta é a última semana de funcionamento da CPI, instalada em novembro do ano passado. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidiu não prorrogar o prazo da comissão.

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