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Ciro, se eleito, quer governadores e prefeitos mediando negociação com Congresso

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O candidato Ciro Gomes (PDT) afirmou nesta sexta-feira, 19, que, se for eleito presidente, o diálogo com o Congresso Nacional terá intermédio com governadores e prefeitos, "que têm muito mais força do que os lobbys e grupos de pressão que hoje orientam a corrupção no Brasil". A declaração foi feita em um ato de campanha em Osasco, cidade da região metropolitana de São Paulo.

Caso haja resistência dos parlamentares, Ciro disse que fará plebiscitos e referendos. "Garanto ao povo brasileiro que encerro essa crise política e aquela resistência que naturalmente pode acontecer será resolvida diretamente pelo povo através de um voto de plebiscito e referendos", declarou.

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Ele também foi enfático ao dizer que não seria "tchutchuca do Centrão" em um eventual governo. "Não vou mesmo", respondeu, duas vezes, ao ser questionado pelo Estadão. A expressão foi usada pelo youtuber Wilker Leão ao presidente Jair Bolsonaro (PL), na última quinta, 18. No entanto, sobre como será o diálogo com o Centrão, Ciro generalizou, dizendo que vai conversar "com quem o povo eleger". "A base do diálogo não será a corrupção nem a fisiologia. Quem o povo eleger é com quem vou negociar", completou.

Ele ainda citou vários ex-presidentes para endossar as suas críticas ao Centrão. "Collor governou com essa gente e foi cassado. Fernando Henrique governou com essa gente e o PSDB nunca mais ganhou uma eleição nacional. Lula governou com essa gente e foi preso. Dilma governou com essa gente e foi cassada. Michel Temer governou com essa gente e foi preso e Bolsonaro está governando com essa gente e está desmoralizado", disse Ciro.

O presidenciável prometeu governar por "um outro caminho", para que a Presidência da República não seja "a testa de ferro da quadrilha de ladrões que assaltam o País".

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Cestas básicas

Ciro sugeriu que o ato de distribuição de cestas básicas após sua caminhada em Guaianases, na periferia da capital paulista, na última terça-feira, 16, foi uma armação de alguém ligado ao PT, partido ao qual vem tecendo duras críticas. "Me dizem os meus amigos que aquilo era uma ONG ligada a alguém do PT, que pode ser, portanto, uma armação", sugeriu.

Segundo Ciro, assim que soube do ocorrido, pediu a seu advogado a abertura de uma investigação. "Assim que saí de lá e fui informado disso, pedi à Polícia Federal um inquérito porque não promovo esse tipo de prática e quero que seja punido quem que tenha feito isso a serviço de quem quer que seja."

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Uma das promessas do candidato é fortalecer o setor ferroviário durante seu governo. Ele planeja gerar cinco milhões de empregos nessa área nos dois primeiros anos do mandato. "Sei bastante bem o caminho. São 14 mil obras paradas que já estão licenciadas e licitadas e que podem dar um retorno rápido", prometeu.

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