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Cassado em 2016, Cunha quer tentar voltar a ocupar cadeira na Câmara

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O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PTB-SP) entrou com recurso nesta quinta-feira, 25, contra a decisão do ministro Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), que na prática impede sua participação nas eleições de outubro.

A pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), Fux restabeleceu os efeitos da cassação do ex-deputado. A perda do mandato, em 2016, o deixou inelegível por oito anos.

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A defesa diz que a decisão monocrática do presidente do STF não está bem fundamentada e "incorreu em grave erro de julgamento". Os advogados voltaram a alegar irregularidades na tramitação do processo de cassação.

Decidido a lançar candidatura para tentar voltar a ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados, Cunha conseguiu uma decisão favorável Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), em Brasília. O desembargador Carlos Augusto Pires Brandão encampou a tese dos advogados de que houve violação ao direito de defesa no processo disciplinar que cassou seu mandato.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, foi quem acionou o STF para derrubar a decisão monocrática do desembargador. Um dos argumentos usados pelo PGR é o de que o ex-deputado esperou chegar perto das eleições para criar um senso de urgência "artificial" em benefício do próprio.

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Em sua decisão, Fux considerou que houve interferência indevida do Judiciário em um assunto interno da Câmara. O presidente do STF também afirmou que o tribunal já analisou os argumentos usados pela defesa de Eduardo Cunha para pedir a anulação da cassação, mas não entrou nenhuma irregularidade.

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