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Cármen Lúcia cancela participação na Bienal do Livro que faria nesta sexta, 11

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A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), cancelou a participação que faria, nesta sexta-feira, na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que acontece no Anhembi.

O anúncio foi feito nas redes sociais pelo perfil oficial do tradicional evento literário paulista. "Devido a compromissos que exigem sua presença em Brasília, a ministra não poderá participar."

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A magistrada participaria de uma conversa, na manhã desta sexta-feira, 11, com a antropóloga Lilia Schwarcz sobre representatividade feminina no Brasil. Pela tarde, a presença de Cármen Lúcia era esperada para um debate sobre democracia, na Arena Cultural, às 16h30.

A Bienal confirmou que, apesar da ausência da ministra do Supremo, as duas mesas seriam mantidas com os demais convidados.

Desde as últimas semanas, a Suprema Corte brasileira enfrenta a mais profunda crise institucional após o Estadão detalhar no dia 1º de setembro as principais vertentes da relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, entre elas pedidos reiterados do banqueiro para que o ministro interviesse junto ao delegado Andrei Rodrigues e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, com o objetivo de travar as investigações sobre negócios fraudulentos do Master; a participação de Moraes na edição de um contrato de R$ 131 milhões entre Viviane Moraes e Vorcaro; conversas sobre uma possível saída do banqueiro do País antes de sua prisão; cobranças relacionadas a pagamentos ao escritório Barci de Moraes; e a autorização de cartões de crédito com limite de R$ 300 mil para os filhos do ministro.

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Na virada de quinta para sexta-feira, 11, foram quebrados os sigilos de uma parte das investigações envolvendo o caso Master, incluindo 14 processos relacionados. Na próxima terça, 15, o plenário do Supremo Tribunal Federal deve se reunir para julgar o pedido do ministro André Mendonça para investigação sobre Alexandre de Moraes.

De acordo com Carolina Brígido, jornalista do Estadão, os votos de Edson Fachin e Cármen Lúcia são contabilizados como decisivos para sacramentar o destino de Alexandre de Moraes.

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