Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Política
publicidade
POLÍTICA

Campanha quer 'desavermelhar' o PT, mas dona Lu ensina o partido a voltar ao vermelho

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está sendo "desavermelhada" para mostrar ao mercado e aos eleitores independentes a importância da aliança do PT com a centro-direita em sua disputa pelo quarto mandato. Nos atos do partido sobressaem-se agora o verde e amarelo - para impedir que o bolsonarismo se aproprie das cores da bandeira do Brasil - e até mesmo o branco.

A estratégia dos marqueteiros já provoca críticas da "esquerda petista", mas, no meio do tiroteio, sobram elogios para Lu Alckmin, mulher do vice-presidente Geraldo Alckmin.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Na convenção do PT que lançou a candidatura de Lula à reeleição, no último dia 2, dona Lu - como é conhecida Maria Lúcia Guimarães Ribeiro Alckmin - usou um vestido vermelho e se destacou no palco em que o presidente anunciou não querer mais reeditar o figurino de "Lulinha paz e amor" porque agora vai ser "Lulinha porreta".

"Em algumas culturas, o vermelho é a cor da alegria e celebração da positividade coletiva, exatamente o que eu gostaria de expressar naquele momento tão especial", disse dona Lu ao Estadão. "Uni o meu gosto pessoal a uma causa nobre".

'Sintonia e parceria'

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Filiada ao PSB, mesmo partido de Alckmin, ela não combinou o look com a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, que vestia uma camiseta branca estampada com a foto de Lula quando era criança. Fez surpresa.

"O vermelho é uma das minhas cores favoritas", afirmou a segunda-dama da República. "Usar aquele vestido foi uma forma de expressar sintonia e parceria nessa caminhada coletiva, além de demonstrar que a união, a coragem, a justiça e a solidariedade são caminhos fundamentais para a construção do nosso país".

Lu Alckmin sempre gostou de moda. No Palácio dos Bandeirantes, quando Alckmin era governador de São Paulo e adversário do PT, ela era conhecida pela discrição e elegância. Nos anos 1970, Lu chegou a ser proprietária de butique. Hoje, se dedica a um projeto de padarias artesanais que promove inclusão social por meio do trabalho.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É ela também a responsável por quebrar a sobriedade dos trajes de Geraldo Alckmin, escolhendo meias divertidas para o marido usar, com cores vibrantes e desenhos de jacarés, xícaras de café, bolinhas e listras estilizadas. "A Lu é modernosa", resume o vice-presidente. "Geraldo é todo sério. Então, pelo menos a meia é diferente", justificou ela.

Disputa interna

Na prática, embora na convenção do PT o discurso de Lula tenha sido "à esquerda", para agradar à plateia, há uma queda de braço nas fileiras do partido sobre os rumos de um possível quarto mandato do presidente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na seara econômica, a bancada do PT propõe a reestatização do sistema Petrobras. A ideia é autorizar a União a criar uma estatal ou subsidiária de empresa pública já existente para atuar na distribuição de combustíveis e GLP.

Além disso, uma ala expressiva do PT também defende o afrouxamento do arcabouço fiscal para permitir investimentos sociais. A ordem do Palácio do Planalto, porém, é enterrar essa abordagem na campanha.

Lula já vetou propostas consideradas mais radicais no programa de governo e avisou que não dará nenhum cavalo de pau na economia. Embora as 13 diretrizes de sua plataforma sejam genéricas, o presidente vai acenar para o mercado, mantendo os compromissos com o ajuste fiscal.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Como tem muita gente operando no sentido oposto - ou seja, a favor de um quarto mandato que se inicie com um ajuste fiscal similar ao de 2015 -, nos cabe fazer pressão", destacou o historiador Valter Pomar, integrante da direção nacional do PT. "Assim como nos cabe fazer pressão para uma campanha bem vermelha, inclusive pelos motivos que o próprio Lula citou, quando lembrou o que fizemos em 1989", prosseguiu o dirigente da corrente Articulação de Esquerda, ao comentar o discurso do presidente na convenção.

Foi nesse momento que Pomar elogiou Lu Alckmin. "Quem ainda tem dúvida a respeito das vantagens desse tipo de campanha, recomendamos - quem diria - consultar dona Lu", escreveu ele no artigo intitulado Uma Dama de Vermelho. "Por essa, nem Chris de Burgh esperaria", emendou o dirigente do PT, numa referência ao autor da música The Lady in Red, um sucesso mundial.

A segunda-dama da República soube do "conselho" de Pomar. Reação: apenas sorriu.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Política

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV