Câmara de Curitiba abre processo que pode cassar vereador suspeito de rachadinha'
Lórens Nogueira (PP) foi flagrado em vídeo recebendo R$ 5,6 mil em dinheiro vivo de uma funcionária

A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) admitiu representação por quebra de decoro parlamentar contra o vereador Lórens Nogueira (PP), suspeito de praticar "rachadinha" em seu gabinete. O processo serve para apurar as denúncias e pode resultar na cassação do mandato do parlamentar.
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A abertura do processo acontece um dia depois do vereador ser alvo de operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR). Segundo o Gaeco, duas malas contendo grandes quantias em dinheiro foram apreendidas. Uma delas, localizada na residência do vereador, continha aproximadamente R$ 100 mil. Outra, com R$ 8 mil, estava no endereço de uma assessora. Também foram apreendidos equipamentos eletrônicos e documentos que serão periciados. A ação cumpriu 12 mandados de busca e apreensão.
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O parlamentar foi flagrado em vídeo recebendo R$ 5,6 mil em dinheiro vivo de uma funcionária, com autorização judicial de gravação pelo MP. As imagens foram exibidas no telão do plenário da CMC nesta quarta-feira (27), antes da chegada do vereador. Quando ocupou a cadeira, permaneceu em silêncio e não falou com a imprensa que acompanhava a sessão.
A representação foi assinada por Guilherme Ferreira Kilter Lira, Indiara Barbosa, Amália Tortato, Éder Borges e Bruno Secco, todos do partido Novo. Também foi solicitado que o Conselho de Ética peça ao Gaeco que compartilhe as provas obtidas na investigação.
"No curso da investigação, que contou com autorização judicial para a realização de ação controlada, foi possível identificar repasses de valores ao vereador investigado compatíveis com a prática conhecida como rachadinha", informou o MP. A expressão designa um esquema ilegal em que servidores comissionados ou assessores de gabinetes públicos são obrigados a devolver parte dos salários para políticos ou superiores.
A defesa do vereador informou em nota que "esclarecimentos serão prestados no momento oportuno". O partido não se manifestou sobre o caso. Até terça-feira, o parlamentar ocupava o cargo de presidente do Conselho de Ética da Câmara de Curitiba. Após a repercussão, pediu para deixar o conselho.
