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Bolsonaro deve depor à PF na quarta, 26, sobre atos golpistas

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O ex-presidente Jair Bolsonaro foi intimado pela Polícia Federal a depor no inquérito sobre os atos golpistas do dia 8 de janeiro. O depoimento está marcado inicialmente para a próxima quarta-feira, 26. O ex-presidente será questionado sobre suposta 'incitação' aos radicais que, naquele dia, deixaram um rastro de destruição na Praça dos Três Poderes.

O depoimento atende determinação do ministro Alexandre de Moraes. No último dia 14, o magistrado acolheu pedido da Procuradoria-Geral da República e ordenou que a oitiva do ex-chefe do Executivo fosse agendada em até dez dias.

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No dia 8 de janeiro, Bolsonaro não estava no País. Depois de ser derrotado nas urnas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ele viajou, no fim do ano, para Orlando, nos Estados Unidos, onde permaneceu durante três meses. Só retornou ao Brasil no dia 30 de março.

A PGR havia pedido a oitiva do ex-presidente logo em janeiro, mas Alexandre adiou a análise da solicitação em razão de Bolsonaro estar fora do País. Agora, com o retorno do ex-presidente ao Brasil, tornou-se possível a tomada do depoimento.

O subprocurador-geral da República Carlos Frederico Santos pediu para investigar a ligação de Bolsonaro com os atos golpistas após pressão de cerca de 80 procuradores e subprocuradores da República.

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Eles pediram que Bolsonaro fosse investigado por 'incitação à perpetração de crimes contra o Estado de Direito' em razão de uma publicação feita no dia 10 de janeiro questionando a eleição da qual saiu derrotado. A postagem foi apagada horas depois.

O Ministério Público Federal ressaltou que a publicação 'parece configurar uma forma grave de incitação, dirigida a todos seus apoiadores, a crimes de dano, de tentativa de homicídio, e de tentativa violenta de abolição do Estado de Direito' considerando o contexto de ataques sistemáticos feito pelo ex-presidente ao sistema eletrônico de votação.

Ao requerer que a representação criminal feita pelo grupo dos 80 fosse incluída no inquérito sobre os atos golpistas, Santos apontou que é necessária 'apuração global dos atos praticados antes e depois de 08 de janeiro de 2023' por Bolsonaro. A investigação em questão mira 'expositores de teorias golpistas que promoveram a mobilização da massa violenta'.

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