Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Política
publicidade
POLÍTICA

Bolsonaro assina ficha de filiação ao PL e sela casamento com Centrão

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Após dois anos sem partido e meses de tratativas, o presidente Jair Bolsonaro assinou nesta terça-feira, 30, sua filiação ao PL e, agora, já tem sigla para disputar a reeleição em 2022. A entrada na legenda comandada por Valdemar Costa Neto, ex-deputado federal condenado e preso no escândalo do mensalão, sela o casamento do presidente, eleito em 2018 na esteira da antipolítica, com o Centrão.

O ato de filiação ocorre no Dia do Evangélico, no Complexo Brasil 21, em Brasília, e conta com a presença de parlamentares e titulares da Esplanada. O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, e o senador Flávio Bolsonaro, filho "zero um" do presidente, também se filiaram hoje ao PL.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

No discurso de posse, Bolsonaro agradeceu Costa Neto pela "confiança", mas ponderou que a escolha do partido "não foi fácil". "Obviamente isso nos deixa bastante felizes. Sinal de que somos queridos. Não podemos agradar a todos, mas fazemos o possível", declarou o presidente. "Nenhum partido será esquecido por nós", garantiu. "Queremos composição nos Estados".

O presidente ainda voltou a elogiar o ministro do STF Kassio Nunes Marques, indicado por ele à Corte - "um ministro que tem feito o seu trabalho" - e reiterou elogios ao seu nome para a vaga em aberto, André Mendonça. "André conversou com todos os senadores", afirmou. Em seguida, o chefe do Executivo declarou que nunca vai apresentar uma proposta para controlar a mídia ou as redes sociais.

Bolsonaro encerrou seu discurso entoando o lema de 2018: "Brasil acima de tudo, Deus acima de todos".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Histórico

A filiação, originalmente, estava marcada para o dia 22 de novembro, mas foi adiada após desentendimentos entre Bolsonaro e o presidente do PL. Isso porque o presidente exigiu que a sigla desembarcasse do apoio prometido à candidatura do vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), ao Palácio dos Bandeirantes, condição atendida por Valdemar Costa Neto.

De acordo com Bolsonaro, o PL ainda se comprometeu a não firmar alianças formais com partidos de esquerda nas eleições de 2022.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A filiação de Bolsonaro ao PL vem após o fracasso do presidente em criar um partido para chamar de seu, o Aliança pelo Brasil. Sem conseguir as assinaturas necessárias, o chefe do Executivo tentou levar legendas como o Patriota e o PRTB de "porteira fechada", mas também não conseguiu.

Foi justamente a exigência por um controle maior da atividade partidária que culminou no desentendimento público entre Bolsonaro e a sigla pela qual conquistou o comando do País, o PSL.

O presidente também negociou com o Progressistas e chegou a receber convite para entrar no PTB.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em 2018, Bolsonaro fez uma campanha marcada por críticas ao Centrão. À época, disse que o então candidato Geraldo Alckmin, que tinha o PL na aliança, teria se associado ao pior da política.

Hoje, o Centrão está no coração do governo: Bolsonaro entregou a Casa Civil, o principal ministério da Esplanada, para Ciro Nogueira, então presidente do Progressistas, legenda que é expoente do bloco.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Política

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV