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Augusto Cury defende escala 5x2 e fim do presidencialismo

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O candidato à Presidência da República, Augusto Cury (Avante), defendeu nesta terça-feira, 18, durante sabatina promovida pelo SBT News, o fim do presidencialismo e a adoção do semipresidencialismo. Ele também se disse favorável à mudança da escala de trabalho 6x1 para 5x2 e incentivo ao empreendedorismo para beneficiários de programas sociais.

Segundo o candidato, o atual modelo de organização do Estado concentra poderes excessivos na figura do presidente. "A figura do superpresidente no País é um problema sério", afirmou Cury. Ele defendeu a adoção do semipresidencialismo, com um primeiro-ministro responsável pela condução cotidiana do governo. Para o candidato, o modelo permitiria reduzir a concentração de poder no Executivo.

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Sobre alianças, Cury afirmou que, se eleito, convocaria os três Poderes e partidos políticos para um "pacto nacional". Ele disse ter trânsito com integrantes do governo atual e do anterior e afirmou que não seria uma ameaça para nenhum grupo.

O candidato citou como nomes que gostaria de reunir em torno do pacto os governadores Ratinho Jr. (PSD), Eduardo Leite (PSD), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), além de Aldo Rebelo (DC), Renan Santos (Missão) e o ministro da Defesa José Múcio. Pela esquerda, mencionou o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT).

Fim da Escala 6x1

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Cury também se declarou favorável à escala 5x2. "Sou a favor da escala 5x2 porque atendi as dores dos trabalhadores", afirmou. Segundo ele, cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros sofrem com burnout. O candidato reconheceu que a mudança afetaria alguns setores da economia, mas argumentou que a melhora na qualidade de vida dos trabalhadores poderia resultar em aumento de produtividade.

Polarização

Na avaliação de Cury, o País também precisa reduzir a polarização entre lulismo e bolsonarismo. "Os dois últimos presidentes erraram demais em não mostrar que ideias divergentes fazem parte da democracia", disse. Para ele, a disputa entre os dois campos "dividiu o Brasil em dois barcos". "Só há um barco, o da família brasileira", afirmou.

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Reforma administrativa

Na economia, Cury defendeu uma reforma administrativa, com redução de cargos comissionados e de oito a dez ministérios, além da criação de um Ministério da Segurança. Ele disse que buscaria reduzir o déficit fiscal, mas não trabalharia com uma meta de déficit zero, que classificou como "irresponsável".

Cury defendeu que o Bolsa Família estimule a entrada dos beneficiários no mercado de trabalho e afirmou que o programa deveria contemplar trabalhadores com carteira assinada e MEIs. "O Bolsa Família ama a pobreza, mas não ama o pobre porque perpetua a pobreza", disse. A possibilidade de beneficiários continuarem recebendo o programa, mesmo após conseguirem emprego formal ou se tornarem MEIs, porém, já existe nas regras atuais, por meio da Regra de Proteção.

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O candidato também afirmou que pretende financiar 10 milhões de microempresas nos próximos anos para preparar o país para os impactos da inteligência artificial sobre o mercado de trabalho.

Reforma no Judiciário

Cury se declarou ainda contrário à reeleição e defendeu mandatos de oito anos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em vez da vitaliciedade. "O Toffoli entrou com 41 e vai sair com 71 anos. Por que não oito?", questionou.

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Sobre os atos de 8 de janeiro, afirmou que o Estado Democrático de Direito deve ser preservado e disse ser difícil avaliar se houve tentativa de golpe. Em relação a eventual perdão presidencial aos condenados, afirmou que a medida seria submetida a uma análise criteriosa com especialistas.

"Eu não quero entrar nessa seara, eu quero pacificar a nação. O perdão presidencial ocorrerá a partir de uma análise criteriosa."

Além disso, na educação, Cury defendeu a ampliação do ensino em tempo integral e melhores salários para professores. Também afirmou que deixará a gestão de suas empresas caso seja eleito, por considerar uma "atrocidade" utilizar o poder público para promover negócios particulares.

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