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Augusto Aras chama bloqueios de 'rescaldo indesejável, porém compreensível'

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O procurador-geral da República, Augusto Aras, disse que as manifestações que contestam o resultado das eleições são um "rescaldo indesejável, porém compreensível". A fala foi feita no início da sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF) na tarde desta quinta-feira, 3.

"Parabenizo todas as instituições em sua unidade, o Estado brasileiro, por ter praticamente concluído a eleição nesse rescaldo indesejável, porém compreensível, e que nós temos um novo tempo para começar, com um novo governo, e nós continuaremos cumprindo cada um com nossos deveres", afirmou.

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O discurso do PGR contrasta com a fala do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, na manhã de hoje, quando condenou com veemência os atos realizados por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), derrotado nas urnas no último domingo. "Aqueles que criminosamente não aceitam resultado das eleições, que criminosamente estão praticando atos antidemocráticos, serão tratados como criminosos e as responsabilidades serão apuradas", afirmou o ministro sobre as manifestações.

Aras também disse que foi informado às 13h pelo ministro da Justiça, Anderson Torres, que não havia "mais nenhum bloqueio nas rodovias brasileiras". O último boletim da Polícia Rodoviária Federal (PRF), divulgado há 30 minutos, mostrou, no entanto, que resta um bloqueio e 33 interdições em estradas.

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