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QUEBRA DE DECORO

Assembleia do PR marca para o dia 16 votação que pode cassar mandato de Renato Freitas

Deputado do PT responde a processo ético-disciplinar após ser flagrado em vídeo brigando na rua

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Assembleia do PR marca para o dia 16 votação que pode cassar mandato de Renato Freitas
Autor Renato Freitas é alvo de processo por quebra de decoro parlamentar - Foto: Divulgação Alep

O plenário da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) definirá o futuro político do deputado estadual Renato Freitas (PT) na próxima terça-feira, 16 de junho. O presidente da Casa, Alexandre Curi (Republicanos), confirmou a data da votação do Projeto de Resolução que recomenda a cassação do parlamentar, cuja leitura ocorreu na sessão desta segunda-feira (8). O processo por quebra de decoro foi instaurado após Freitas se envolver em uma briga de rua na região central de Curitiba, em dezembro do ano passado.

-LEIA MAIS: Vídeo de monitoramento mostra início da briga de Renato Freitas na rua

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Diante da iminência da votação, Renato Freitas antecipou que recorrerá à Justiça caso a perda do mandato seja aprovada pela maioria dos deputados. A defesa do parlamentar aponta um suposto cerceamento ao direito de defesa e ilegalidades. A principal queixa recai sobre a recusa do Conselho de Ética em aceitar a inclusão do vídeo completo da confusão, utilizando apenas um material que os advogados classificam como editado.

A isenção dos relatores também é contestada: a defesa alega que Marcio Pacheco (PP) já havia pedido a cassação do petista nas redes sociais, enquanto Luiz Fernando Guerra (Novo), da Comissão de Constituição e Justiça, é filiado ao mesmo partido dos autores da denúncia. Além disso, os advogados sustentam que o deputado não estava no exercício de suas funções parlamentares no momento do ocorrido.

Durante a sessão desta segunda-feira, Freitas fez um discurso contundente no qual acusou a Assembleia de racismo e seletividade. O parlamentar questionou a moralidade da Casa ao listar crimes graves cometidos por outros deputados que seguem impunes. Ele citou casos de parlamentares envolvidos em homicídio no trânsito por embriaguez, esquemas de funcionários fantasmas, peculato, "rachadinhas" e lavagem de dinheiro, ressaltando que nenhum deles respondeu a processo no Conselho de Ética. Segundo o petista, a Alep demonstra desfaçatez ao tentar cassar, em 171 anos de história, justamente um deputado negro e de periferia, que não pertence às elites tradicionais.

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