Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Política

publicidade
POLÍTICA

Arma de fogo, faca, ameaças: veja detalhes da denúncia contra o deputado estadual Lucas Bove

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O Ministério Público de São Paulo denunciou na quinta-feira, 23, o deputado estadual Lucas Bove (PL-SP) por perseguição, violência psicológica, violência física e ameaça contra Cíntia Chagas, ex-mulher dele. As ações tramitam em segredo de Justiça e resultaram também em um pedido de prisão preventiva. O parlamentar nega as acusações.

Segundo a promotora Fernanda Raspantini Pellegrino, Bove é acusado por crimes praticados durante e após o relacionamento com Cíntia. As denúncias descrevem uma escalada de violência física, moral e emocional entre 2022 e 2025.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

De acordo com os autos, o Ministério Público afirma que o deputado agiu para controlar e degradar a ex-mulher, causando dano psicológico e físico.

O texto cita episódios em que ele teria beliscado e apertado o corpo da vítima, inclusive na presença de outras pessoas, enquanto fumava "maconha".

Segundo a denúncia, o deputado também teria apontado uma arma de fogo em direção à ex-esposa "como se fosse uma brincadeira" e até arremessado uma faca contra sua perna.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ele também teria ameaçado "matá-la" caso descobrisse uma traição e repetido as intimidações em mensagens enviadas a pessoas próximas.

A promotora aponta ainda que Bove controlava as roupas, a rotina e as interações sociais da ex-mulher, exigindo provas de onde ela estava, restringindo viagens de trabalho e interferindo em campanhas publicitárias.

Em uma das mensagens anexadas, ele teria escrito que "conheceu uma professora de direita, não uma blogueira vendida", se referindo a Cíntia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo laudos psicológicos anexados, a vítima desenvolveu transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) e passou a viver sob escolta e em veículo blindado por medo do ex-marido.

Outra denúncia trata dos reiterados descumprimentos de medidas protetivas concedidas a Cíntia após a separação, em agosto de 2024. Mesmo proibido de citar o nome da vítima ou fazer referências ao processo, o parlamentar teria publicado vídeos, discursos e postagens em redes sociais, inclusive durante sessões na Assembleia Legislativa de São Paulo, sugerindo que as acusações seriam falsas e que ele estava sendo "silenciado" pela Justiça. Em algumas postagens, mencionou o nome de Cíntia e compartilhou reportagens sobre o caso.

Para o Ministério Público, o deputado demonstra "claro desprezo às restrições judiciais impostas" e "alto grau de reprovabilidade da conduta", já que buscou "ridicularizar, minimizar e descredibilizar a vítima, expondo-a publicamente e gerando revitimização". Por isso, a promotoria considerou que medidas alternativas não são suficientes e pediu sua prisão preventiva.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em nota pública, a advogada Gabriela Manssur, que representa Cíntia Chagas, afirmou que a denúncia "representa um marco importante para as mulheres na busca pela verdade, pela responsabilização e pela dignidade da vítima", e que "ninguém está acima da lei e da Justiça".

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Política

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV