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Após reunião com Lula, Haddad diz que escolherá vice e candidatos ao Senado até quinta-feira

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Pré-candidato a governador de São Paulo, Fernando Haddad (PT) afirmou que definirá até quinta-feira, 25, o desenho de sua chapa. Segundo ele, os ex-ministros Simone Tebet (PSB), Márcio França (PSB) e Marina Silva (Rede) se colocaram à disposição para ser tanto vice do petista como candidatos ao Senado.

Os quatro se reuniram na tarde desta quarta-feira, 24, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) em Brasília. O desenho mais provável, segundo integrantes do PT, é que França seja escolhido como vice e Tebet e Marina para as duas vagas ao Senado.

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"Numa reunião com o presidente Lula e o vice-presidente Alckmin, Marina, Simone e Márcio se colocaram a disposição para concorrer a vice-governador(a) ou ao senado, deixando a meu critério a escolha da chapa. Me sinto honrado pela confiança desses três colegas de ministério e me comprometi a formalizar o convite até amanhã", escreveu Haddad em uma publicação do X.

Como mostrou o Estadão, Lula prefere o nome de Márcio França para a vice de Haddad. O ex-ministro do Empreendedorismo vinha resistindo à ideia e insistia em disputar o Senado. Na última semana, porém, após o deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil) e o ex-prefeito Paulo Serra (PSDB) desistirem da disputa pelo governo de São Paulo, França passou a se movimentar nos bastidores para ele próprio concorrer ao Palácio dos Bandeirantes.

A principal justificativa do ex-ministro, que governou o Estado de São Paulo entre 2018 e 2019, após a renúncia de Geraldo Alckmin, era de que a saída de Kim Kataguiri e Paulo Serra esvazia a disputa estadual e aumenta a possibilidade de uma definição já no primeiro turno, com maior probabilidade de vitória de Tarcísio de Freitas (Republicanos). Nesse cenário, sua candidatura surgiria como uma forma de forçar a eleição a um segundo turno.

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Outro argumento de França, que na eleição de 2018 perdeu a disputa pelo Executivo paulista para João Doria por 51% a 48%, é que sua candidatura teria a capacidade de tirar votos de Tarcísio, e seu perfil mais combativo ajudaria Haddad a explorar as fragilidades da gestão paulista, aumentando a rejeição do governador.

Assim que a movimentação de França veio à tona, o PT se opôs à ideia, sob o argumento de que o ex-ministro tende a atrair eleitores do próprio petista, e não do governador.

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