Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Política

publicidade
POLÍTICA

Após fiasco eleitoral, Novo quer rever governança e reforçar a base

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Com um desempenho eleitoral que frustrou lideranças e apoiadores do partido e em guerra aberta com João Amoêdo, seu ex-comandante e um de seus fundadores, o Novo começa a "recolher os cacos" e a pensar no futuro, para tentar garantir sua sobrevivência na arena política do País.

Criado em 2011 por um grupo de cidadãos sem experiência na política, para defender o liberalismo econômico, a eficiência e a moralidade na gestão pública, o Novo não conquistou o espaço imaginado por seus fundadores e enfrenta hoje, provavelmente, o momento mais difícil de sua história.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Embora tenha conseguido reeleger Romeu Zema no primeiro turno como governador de Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do País, alçando-o a virtual candidato ao Planalto em 2026, seu representante na disputa presidencial deste ano, Luiz Felipe d'Avila, recebeu apenas 560 mil votos, o equivalente a 0,5% do total, e sua representação parlamentar encolheu de oito para três deputados federais e de sete para cinco deputados estaduais.

"As eleições foram muito polarizadas e acabamos sofrendo as consequências disso. O Novo se colocou num espaço de centro-direita, numa posição crítica ao Bolsonaro e ao Lula, mas claramente não era esse o espírito dessa eleição", afirmou Eduardo Ribeiro, presidente do partido. "Por outro lado, o Zema conseguiu se reeleger muito bem. O D'Avila também nos representou muito bem, nos deu muito orgulho. Mas, de forma geral, o resultado foi bem frustrante."

MMA

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além das adversidades eleitorais, o Novo enfrenta uma disputa interna que consome parte de suas forças e dificulta a propagação de sua mensagem. Apesar de Amoêdo não ter cargo na direção do Novo desde que renunciou ao comando, em 2020, sua imagem ainda está muito ligada à legenda e suas posições conflitantes com as do partido acabam gerando ruído para os filiados e para o público externo.

A discórdia, que já vinha se acentuando nos últimos anos, com as críticas públicas de Amoêdo contra dirigentes e mandatários do Novo, ganhou contornos de uma luta de MMA com sua declaração de voto em Lula no segundo turno, dias depois de o partido divulgar uma nota em que criticava o petista e liberava o voto dos filiados.

O episódio foi a "gota d'água" para que líderes da legenda entrassem com um pedido para expulsão de Amoêdo na Comissão de Ética Partidária e levou à sua suspensão, em caráter liminar, até o órgão se posicionar sobre o caso.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Recebi com surpresa e indignação a suspensão da minha filiação e o pedido para minha expulsão, por ter declarado voto em Lula. Apenas exerci um direito que me é conferido pela Constituição", disse Amoêdo, que entrou com notícia-crime na Justiça contra líderes partidários e signatários da ação, em seu perfil no Twitter. Ele alega que a legenda queria impedir os filiados de declarar voto publicamente.

"Nós procuramos posicionar o partido para que quem quisesse anular o voto ou votar no Bolsonaro se sentisse confortável. Ninguém poderia imaginar que alguém do calibre do João iria declarar voto em Lula, que é contra tudo o que nós defendemos", afirmou o presidente do Novo, que não revelou seu voto. "Nós temos de olhar para a frente, reconstruir o partido e esquecer o Amoêdo, deixar o Amoêdo para trás", disse D'Avila, que manteve neutralidade no segundo turno.

A perspectiva de solução do caso de Amoêdo, com a pacificação do Novo, representa, porém, apenas o ponto de partida para sua reconstrução. O trabalho de resgate envolve, de acordo com o diagnóstico partidário, a definição de como a legenda vai atuar na Câmara dos Deputados, a organização de novos diretórios, a revisão de sua governança e a renovação de seus dirigentes, no segundo semestre do ano que vem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Bandeira

Zema já falou numa possível fusão do Novo, mas Ribeiro descarta essa possibilidade no momento. "A gente chegou a ser procurado por alguns partidos, até por indicação do governador, mas não temos interesse numa fusão." Segundo Ribeiro, o que poderá ocorrer, dependendo de como ficar a configuração de forças na Câmara, é o Novo formar um bloco com outra agremiação para reforçar a atuação parlamentar.

O partido pretende também investir na multiplicação de seus diretórios em todo o País. A empreitada é considerada essencial para viabilizar o lançamento do maior número possível de concorrentes nas eleições municipais de 2024 e garantir uma base nacional mais sólida no pleito de 2026, para turbinar seus candidatos e apoiar Zema numa eventual disputa à Presidência.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar das especulações de que o governador de Minas Gerais poderá migrar para uma sigla mais forte, para ampliar suas chances na disputa, ele afirmou ao Estadão que se sente "mais confortável" no Novo hoje e não pretende deixar o partido.

De acordo com D'Avila, o Novo ainda deverá rever sua governança, para deixar claro que "não tem dono". A ideia é criar um "conselho de administração", composto por representantes do liberalismo no País, para atrair os liberais que estão dispersos em outras siglas ou sem vinculação partidária. "O redesenho da governança é que vai fazer com que essas vertentes liberais se sintam confortáveis em aderir ao Novo e vejam o partido como o único veículo capaz de transformar a bandeira liberal em bandeira política", afirmou.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Política

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV