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Após delação, Bretas põe 'doleiro dos doleiros' em liberdade sem tornozeleira

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O juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, concedeu liberdade provisória e sem uso de tornozeleira ao 'doleiro dos doleiros' Dario Messer, que neste mês se tornou delator após fechar acordo de colaboração premiada com a Lava Jato fluminense.

A decisão foi proferida em recurso do Ministério Público Federal, que sugeriu a Bretas que substituísse as prisões preventivas contra o doleiro, incluindo as domiciliares, pelo uso de tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares.

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Messer cumpre prisão domiciliar desde abril por ser do grupo de risco da doença, sendo beneficiado por decisão do próprio Bretas mantida pelo Superior Tribunal de Justiça.

Em decisão, o juiz da Lava Jato Rio negou impor o uso de tornozeleira, destacando o comportamento de Messer em 'colaborar com a Justiça'. Segundo Bretas, caso Messer tente embaraçar as investigações, 'acarretará em severos prejuízos' para si mesmo, como a própria rescisão do acordo de delação premiada.

"Em que pese o fato de o acusado ter permanecido foragido da Justiça por mais de um ano, tal circunstância, por si só, não pode ser considerada para embasar a manutenção de sua segregação cautelar", afirmou Bretas. "Isso porque o comportamento do imputado passou a ser o de colaborar com a Justiça, o que se depreende não apenas da celebração do acordo de colaboração premiada, mas também das inúmeras manifestações nas quais o acusado comunica ao Juízo a saída de sua residência para tratamento médico desde que foi colocado em prisão domiciliar".

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Bretas impôs somente duas medidas cautelares a Messer: a entrega de passaportes e a proibição de manter contato com outros investigados.

No último dia 12, Messer e a Lava Jato firmaram acordo de delação na qual o doleiro se comprometia a relatar crimes e apresentar provas em troca de cumprimento de até 18 anos e nove meses de prisão, com progressão de regime prevista em lei. O 'doleiro dos doleiros' também deverá devolver R$ 1 bilhão aos cofres públicos - valor recorde para o Ministério Público Federal do Rio.

Messer foi alvo de três desdobramentos da Lava Jato: 'Câmbio, Desligo', que mirou 'grandioso esquema' de movimentação de US$ 1,6 bilhão de recursos ilícitos no Brasil e no exterior por meio de dólar-cabo, operação que burla mecanismos de fiscalização financeira; 'Marakata', contra transações e contrabando de esmeraldas e pedras preciosas; e 'Patrón', que investiga organização criminosa que o teria ajudado a fugir das autoridades brasileiras no Paraguai.

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Em sua delação, Messer afirmou que o ex-presidente do Paraguai, Horácio Cartes, o aconselhou a não se entregar e pagou US$ 600 mil ao doleiro para garantir que autoridades paraguaias não autorizassem sua extradição ao Brasil.

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