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Analistas estrangeiros não esperam grande avanço no lado fical pós-eleições

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Bancos e consultorias estrangeiros avaliam que o próximo governo no Brasil terá de enfrentar um quadro fiscal desafiador que deve limitar os avanços na pauta econômica e os ganhos de investidores. O cenário é atribuído tanto a uma possível vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto à eventual reeleição de Jair Bolsonaro (PL).

Além do quadro fiscal doméstico, há foco na perspectiva exterior menos favorável, com commodities menos valorizadas e aperto monetário agressivo nas principais economias do mundo.

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Na visão da Oxford Economics, Lula e Bolsonaro "não conseguirão melhorar significativamente o padrão de vida no Brasil" ao longo dos próximos quatro anos. A consultoria estima que ambos os candidatos não tenham maioria no Congresso, caso eleitos, o que dificultará a aprovação de reformas.

A casa também alerta que o petista e o atual presidente pretendem flexibilizar as regras fiscais no país, ao substituir o teto de gastos por uma arcabouço fiscal mais permissivo. No momento, porém, o Brasil precisa de uma regra "mais rigorosa, e não mais flexível", avalia a Oxford.

O cenário base da consultoria é de vitória de Lula e adoção de "mudanças modestas" nas políticas fiscal e monetária, "já que o atual ambiente externo de dólar forte reduz as chances de que investidores sejam complacentes com medidas populistas".

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Em termos econômicos, as eleições deste ano não são tão "binárias" como em outras oportunidades, já que tanto Lula quanto Bolsonaro teriam de enfrentar desafios fiscais e políticos similares, argumenta o Barclays.

Em relatório, o banco britânico diz esperar "algum barulho" nos mercados em meio às discussões sobre o orçamento no fim deste ano. Um risco a investidores, segundo o Barclays, vem da possibilidade de Bolsonaro não aceitar o resultado das eleições, caso Lula saia vitorioso. A transferência de poder, no entanto, deve ocorrer, já que os principais atores políticos no País não dão crédito às falas do presidente, completa.

Já a Capital Economics ressalta que os ganhos de investidores em um novo governo Lula não devem ser tão expressivos quanto nos dois mandatos anteriores, entre 2003 e 2010.

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A casa credita sua previsão aos "grandes desafios fiscais" do País e posições não tão favoráveis dos ativos domésticos, como spreads de títulos em dólar "não muito amplos" e ações brasileiras que "não parecem subvalorizadas".

Uma ameaça ainda maior, porém, vem da perspectiva para os ganhos do País com commodities, diz a Capital. "Se estivermos certos, a economia global está agora caminhando para uma recessão, e os preços das commodities podem ser um vento contrário para os mercados brasileiros desta vez", resume.

Por fim, o Wells Fargo crê em vitória de Lula e diz que o ex-presidente deve ter perfil mais moderado durante o próximo governo. O banco americano lembra que os planos fiscais dos dois governos de Lula tiveram "um grau razoável de prudência fiscal", ainda que tenham elevado os gastos.

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