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Advogados e empresários negam ter defendido ruptura democrática

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Advogados de defesa e empresários se defenderam das acusações de conspirarem para um golpe de Estado no País.

Alberto Toron e Luiz Otávio Pacífico, que defendem o empreiteiro Meyer Joseph Nigri, afirmaram que o empresário, "mesmo sem ter tido acesso aos autos do inquérito, como era seu direito, concordou em ser ouvido" nesta terça, 23, "para colaborar com as investigações".

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"(Nigri) Respondeu a todas as perguntas formuladas pela autoridade e rechaçou qualquer envolvimento com associação criminosa ou práticas que visam à abdicação do estado democrático ou preconizam golpe de Estado. Ao contrário, reafirmou sua firme crença na democracia e seu respeito incondicional aos Poderes constituídos da República", disseram os advogados, em nota.

Já Daniel Maia, advogado de Afrânio Barreira Filho, disse que a operação de ontem estava "fundada em denúncias absolutamente falsas, que visam perseguir pessoalmente o empresário Afrânio Barreira e outros no País". "É importante destacar que a operação não é contra as empresas, é uma operação contra a pessoa física dele. O Afrânio está absolutamente tranquilo, colaborando e com o objetivo principal de esclarecer os fatos para que a investigação seja certamente arquivada", afirmou.

Já Luciano Hang disse estar "tranquilo". "Estou ao lado da verdade e com a consciência limpa. Desde que me tornei ativista político, prego a democracia e a liberdade de pensamento e de expressão, para que tenhamos um País mais justo e livre para todos os brasileiros", disse o dono da Havan.

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Ele afirmou ainda que faz parte de um grupo de 250 empresários "de diversas correntes políticas, e cada um tem o seu ponto de vista". "Que eu saiba, no Brasil, ainda não existe crime de pensamento e opinião. Em minhas mensagens em um grupo fechado de WhatsApp está claro que eu nunca, em momento algum, falei sobre golpe ou sobre STF", disse.

José Isaac Peres afirmou que "sempre teve compromisso com a democracia, com a liberdade e com o desenvolvimento do País".

Marco Aurélio Raymundo, por sua vez, disse que aguardaria a publicação das reportagens sobre o grupo de empresários para se pronunciar sobre o assunto.

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Os demais foram procurados, mas até a conclusão desta edição não haviam se manifestado.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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