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LEVANTAMENTO DO IBGE

Valor da produção agrícola do Paraná cresce 21,9% e estado recupera posição no ranking nacional

Levantamento mostra recuperação no setor após perdas causadas pela estiagem no ano anterior

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Valor da produção agrícola do Paraná cresce 21,9% e estado recupera posição no ranking nacional
Autor A recuperação de R$ 16 bilhões no valor gerado em um único ano ocorre após uma retração de 20,3% - Foto: AEN

O Paraná alcançou a quarta posição entre as 27 unidades da federação no Valor da Produção Agrícola em 2025, gerando R$ 87,7 bilhões no campo e respondendo por 9,5% do total nacional. Os dados integram a pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgada nesta quinta-feira, 17 de setembro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma expansão de 21,9% em relação ao ano anterior e reconduz o estado ao grupo dos quatro maiores produtores do país, ultrapassando o Rio Grande do Sul.

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RECUPERAÇÃO APÓS EL NIÑO

A recuperação de R$ 16 bilhões no valor gerado em um único ano ocorre após uma retração de 20,3% registrada em 2024, quando as lavouras de verão paranaenses foram fortemente afetadas pela estiagem decorrente do fenômeno El Niño. O avanço em 2025 foi impulsionado pelo aumento da produtividade e pela melhora nos preços de commodities como soja e milho. Embora a irregularidade climática ainda tenha atingido partes do Oeste e do Norte, que concentram pouco mais de 43% da área plantada do estado, o ganho de rendimento nas demais regiões garantiu o resultado positivo consolidado.

COMPARATIVO COM DEMAIS ESTADOS

No ranking nacional, o Paraná ficou atrás apenas de Mato Grosso, que lidera com R$ 165,6 bilhões, São Paulo, com R$ 124 bilhões, e Minas Gerais, que registrou R$ 109,4 bilhões. Enquanto os líderes nacionais sustentam suas posições em grandes extensões contínuas de poucas culturas ou em cadeias específicas como cana e café, o desempenho paranaense fundamenta-se em uma matriz diversificada e descentralizada, distribuída por pequenas e médias propriedades em centenas de municípios que combinam grãos de verão e inverno, hortaliças, raízes e fruticultura.

O grupo de cereais, leguminosas e oleaginosas representou o principal motor da economia rural do estado, colocando o Paraná como o segundo maior gerador de valor nesse segmento no país, com 12,8% de participação nacional. Em volume de colheita, o estado manteve a segunda colocação brasileira na produção de soja, com 21,3 milhões de toneladas, e de milho, com 20,4 milhões de toneladas, além de figurar em segundo lugar na safra de trigo, mandioca, batata-inglesa, aveia, cenoura, repolho e abóbora.

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							Valor da produção agrícola do Paraná cresce 21,9% e estado recupera posição no ranking nacional
AutorFoto: AEN

OUTRAS CULTURAS

Além dos grãos, o levantamento do IBGE confirma a liderança nacional do Paraná na produção de feijão, com 865,7 mil toneladas colhidas em 2025, de cevada, com 377,3 mil toneladas, de triticale, com 19,7 mil toneladas, e de erva-mate em folha verde, com 494,7 mil toneladas. O estado também se destaca na fruticultura, ocupando o terceiro lugar nacional no cultivo de laranja, maçã, pera e goiaba, e a quarta posição em morango, cultura que passou a integrar o levantamento anual do IBGE e ajudou a impulsionar o valor da produção de frutas no estado em 38,5% na comparação com 2024.

O detalhamento do levantamento revela a distribuição geográfica da riqueza agrícola nas diferentes regiões paranaenses. Enquanto Cascavel e Toledo despontam como os maiores produtores de milho, Tibagi e Londrina lideram na cultura da soja, e Guarapuava se consolida na frente do cultivo de cevada, triticale e batata-inglesa. A produção de feijão concentra-se em municípios como Clevelândia, Rio Bonito do Iguaçu e Irati, ao passo que a mandioca tem no Noroeste seus maiores polos, com Umuarama, Querência do Norte e Alto Paraíso.

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SOBRE A PESQUISA

A pesquisa mapeia ainda a forte presença da citricultura em Paranavaí, Alto Paraná e Guairaçá, além da erva-mate no Centro-Sul, com destaque para Cruz Machado, Bituruna e São Mateus do Sul. No entorno da Região Metropolitana de Curitiba, municípios como São José dos Pinhais lideram na olericultura e no cultivo do morango, garantindo o abastecimento do maior centro consumidor do estado. Toda essa produção atua de forma integrada a uma ampla cadeia agroindustrial presente no interior paranaense, que engloba o processamento de grãos, a proteína animal, a produção de biocombustíveis e o comércio exterior.

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