Uso e comércio de cerol podem render multa de R$ 50 mil em Maringá
Medida é uma resposta ao acidente com uma criança de 10 anos, que segue internada na UTI

A Câmara Municipal de Maringá aprovou em regime de urgência, nesta quinta-feira (15), um projeto de lei que estabelece multas rigorosas de até R$ 50 mil para quem utilizar, portar, fabricar ou comercializar cerol, linha chilena e outros materiais cortantes. De autoria do vereador Flávio Mantovani, o texto tem o objetivo de endurecer a fiscalização e as punições na cidade, prevendo, além da sanção financeira, a possibilidade de cassação do alvará de funcionamento dos estabelecimentos que forem flagrados vendendo esses produtos para soltar pipas.
- leia mais: Preso por embriaguez, motorista de ônibus de Curitiba confessa consumo de álcool e não paga fiança
A tramitação acelerada e o endurecimento das penalidades ocorrem em resposta direta a um grave acidente registrado recentemente no município vizinho de Paiçandu. O menino Miguel Arthur Firmínio Andreazzi, de 10 anos, teve o pescoço atingido por uma linha cortante enquanto andava de bicicleta na rua. Devido à gravidade dos ferimentos, a criança precisou ser transferida e segue internada em estado delicado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Universitário (HU) de Maringá.
📲Entre no nosso canal de notícias do WhatsApp do TN
A comoção gerada pelo acidente mobilizou familiares, amigos e membros da comunidade local. Na noite de quarta-feira (14), dezenas de pessoas se reuniram em frente ao complexo médico para realizar uma corrente de oração pela vida e recuperação da criança. Durante a vigília, os participantes também reforçaram a urgência de campanhas para doação de sangue visando auxiliar no tratamento do menino, em um forte apelo popular pelo fim do uso criminoso dessas linhas na região.
