UEM mantém liderança entre estaduais do Sul e tem 11 cursos no top 20 nacional
Instituição de Maringá sustentou a 27ª colocação geral no País em levantamento que avaliou mais de 200 centros de ensino superior

A Universidade Estadual de Maringá (UEM) foi eleita, pelo quarto ano consecutivo, a melhor instituição estadual de ensino superior da região Sul do Brasil. O levantamento, que a coloca também como a quinta estadual mais bem avaliada de todo o País, faz parte da edição 2026 do Ranking Universitário Folha (RUF), divulgado nesta terça-feira pelo jornal Folha de S. Paulo. No panorama geral, a universidade obteve 80,66 pontos de 100 possíveis e manteve o 27º lugar conquistado no ano anterior, em um estudo que avaliou 205 universidades, centros universitários e faculdades de todos os estados e do Distrito Federal.
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O desempenho de excelência da instituição também se reflete na qualidade dos seus cursos de graduação. O RUF avaliou 42 carreiras com o maior número de ingressantes no Brasil e constatou que 11 dos 36 cursos da UEM analisados figuram entre os 20 melhores do País. O grande destaque é o curso de Educação Física, que alcançou a nona posição nacional. Na sequência, aparecem os cursos de Química, em décimo lugar, além de Engenharia Química e Matemática, ambos na décima primeira posição. O grupo de graduações de ponta da universidade é completado por Biologia, Física, Zootecnia, Ciências Sociais, Pedagogia, História e Odontologia.
No cenário paranaense, a UEM demonstrou estabilidade em comparação a outras instituições públicas. Ela compõe o trio de estaduais que mantiveram suas posições em relação ao ranking anterior, ao lado da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), na 62ª colocação, e da Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp), no 166º lugar. Por outro lado, as universidades estaduais de Londrina (UEL), do Oeste do Paraná (Unioeste), do Centro-Oeste (Unicentro) e do Paraná (Unespar) registraram quedas, passando a ocupar o 30º, 52º, 88º e 179º lugares, respectivamente.
A reitora da UEM, Gisele Mendes, celebrou os resultados e creditou o bom desempenho ao empenho coletivo. Ela parabenizou os servidores e acadêmicos pelo ranqueamento, ressaltando que a posição espelha um esforço contínuo em favor do ensino superior público. A gestora também estendeu os cumprimentos às demais universidades do sistema estadual do Paraná, classificando-as como um patrimônio essencial para o desenvolvimento regional e nacional.
Realizado desde 2012, o RUF é um dos principais termômetros da educação superior brasileira. A metodologia da 12ª edição baseou a pontuação em cinco critérios com pesos distintos: pesquisa, que representa a maior fatia com 42%, seguido por ensino com 32%, mercado de trabalho com 18%, e inovação e internacionalização, ambos com 4%. Os dados são extraídos de bases como Inep, Datafolha e o sistema internacional Scopus. A principal novidade deste ano foi a incorporação de métricas inéditas, como a avaliação de trabalhos científicos citados em documentos de políticas públicas entre 2020 e 2024, além dos resultados de novos exames do Ministério da Educação, a exemplo do Enade das Licenciaturas e do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed).
