TNOnline

Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Paraná

publicidade
EDUCAÇÃO SUPERIOR

TJ-PR declara inconstitucionalidade em trechos da Lei das Universidade

Decisão reforça a autonomia das universidades públicas estaduais e derruba trechos da LGU aprovados em 2021

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

TJ-PR declara inconstitucionalidade em trechos da Lei das Universidade
Autor Foto: Divulgação

O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) declarou inconstitucionais de diversos artigos da Lei Geral das Universidades (LGU). A decisão foi proferida nesta segunda-feira (19) pelo Órgão Especial da Corte, com base na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 2933/2021) apresentada por parlamentares da Bancada de Oposição na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), à época da tramitação da lei.

A ADI foi protocolada em novembro de 2021, com base no artigo 111, inciso VII, da Constituição Estadual, que garante a legitimidade de um sexto dos deputados estaduais para propor esse tipo de ação. Assinam o pedido os deputados Arilson Chiorato (PT), Professor Lemos (PT), Requião Filho, Goura (PDT), Luciana Rafagnin (PT) e Tadeu Veneri, que integrava a Oposição na Alep e atualmente é deputado federal.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

LGU contrariava a autonomia das instituições

A ação apontava que diversos dispositivos da LGU feriam frontalmente os princípios constitucionais de autonomia universitária. Entre os trechos questionados estão os que impedem o controle orçamentário pelas universidades, restringem a contratação por concurso público, comprometem o pagamento da gratificação TIDE (Tempo Integral e Dedicação Exclusiva) e autorizam, sem critério técnico ou debate institucional, o fechamento de cursos.

O TJ-PR acolheu os argumentos e reconheceu que a LGU viola os artigos 207 da Constituição Federal e 180 da Constituição do Estado do Paraná, ao interferir na gestão administrativa, financeira e acadêmica das instituições de ensino superior.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Defesa da educação pública

“O TJ-PR reconheceu o que sempre dissemos: a LGU fere a autonomia universitária e tenta enquadrar as universidades em um modelo de controle político e administrativo. Parte dessa lei agora está derrubada porque era inconstitucional”, afirmou o deputado Arilson Chiorato (PT), Líder da Oposição na Alep.

Para o parlamentar, a decisão é uma conquista coletiva e reafirma o papel das universidades públicas. “Essa decisão é um marco. Mostra que vale a pena resistir e confiar na Justiça. As universidades precisam de liberdade para funcionar, ensinar, pesquisar e transformar realidades. Viva as universidades públicas do Paraná. Não à LGU”, completou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Trechos inconstitucionais perdem efeito e reforçam papel da Justiça

A Lei Geral das Universidades foi sancionada em 2021 e recebeu críticas de docentes, estudantes, técnicos e gestores universitários, que alertaram para os riscos de burocratização e perda de autonomia das instituições estaduais.

Com a decisão do Tribunal de Justiça, os dispositivos considerados inconstitucionais deixam de ter validade legal. O resultado reforça que qualquer nova legislação no campo da educação superior deve respeitar os princípios constitucionais da autonomia, da gestão democrática e da liberdade acadêmica.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A Constituição não é sugestão. É regra. E o TJ deixou isso claro. Seguiremos atentos e prontos para impedir qualquer nova tentativa de enfraquecer nossas universidades”, disse o deputado Arilson.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Paraná

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV