Sobe para quatro o número de mortos pelas tempestades no Paraná
Vítima mais recente foi localizada em Rio Branco do Sul. Outras três pessoas da mesma família já haviam morrido soterradas em Ponta Grossa

Subiu para quatro o número de mortos em decorrência das fortes tempestades que atingem o Paraná desde quarta-feira (09). A quarta vítima foi confirmada na tarde desta segunda-feira (14), após a Secretaria de Segurança Pública localizar o corpo de um homem em Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. A suspeita das autoridades é de que se trate de um motorista que desapareceu ao tentar atravessar uma ponte submersa. O veículo foi encontrado no Rio Ribeira e, agora, a Polícia Científica e a Polícia Civil realizam os procedimentos oficiais de identificação. Um segundo homem que estava no automóvel durante o acidente continua desaparecido. Segundo a Defesa Civil, neste período, ao menos 14.675 pessoas foram afetadas em 60 municípios, com 2.568 pessoas desalojadas (que estão na casa de parentes ou amigos) e desabrigadas (que deixaram suas casas e estão em abrigos públicos).
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As outras três vítimas da chuva no estado pertencem a uma mesma família, morta após um deslizamento de terra atingir a casa onde viviam, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. O incidente ocorreu na manhã da última quinta-feira (10). Kauan da Silva Contador, de 21 anos, a companheira Jaqueline Gabriela de Lima Andrade, de 20, e o filho dela, Vinícius Hendrick de Lima Machado, de 5 anos, foram soterrados por terra e escombros enquanto dormiam, após o barranco ceder e derrubar a parede e o telhado da residência. Os três corpos foram encontrados na mesma cama.

Além do passageiro do veículo em Rio Branco do Sul, o Corpo de Bombeiros também realiza buscas por um morador da comunidade das Pacas, em Tunas do Paraná, cidade que registrou diversos deslizamentos recentes. O homem desapareceu após sair de casa para consertar o encanamento de uma nascente, trajeto que exigia a travessia de uma ponte tomada pela correnteza de um rio elevado. Sem notícias do morador, a própria comunidade iniciou as buscas iniciais, que agora contam com o apoio especializado do Grupo de Operações de Socorro Tático (Gost).
