Rios transbordam, casas são inundadas e ponte é destruída no Paraná
Chuvas intensas atingiram municípios do Centro do Paraná e do Vale do Ivaí, provocando deslizamentos e danos em estradas

Os temporais que atingiram o Paraná entre quarta (4) e quinta-feira (5) deixaram 440 pessoas fora de casa em Pitanga e provocaram estragos em Goioxim e Rio Branco do Ivaí. Entre os danos registrados estão imóveis inundados, deslizamentos de terra e a destruição de uma ponte no Vale do Ivaí.
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Em Pitanga, na região central do Paraná, o volume de chuva chegou a 150 milímetros somente na quarta-feira, segundo dados divulgados pelo Governo do Estado. A precipitação fez rios transbordarem, atingindo imóveis residenciais, estabelecimentos comerciais e vias públicas.
Conforme o balanço das autoridades, 400 moradores ficaram desalojados e buscaram abrigo na casa de familiares ou amigos. Outras 40 pessoas precisaram ser acolhidas em abrigos públicos. A cidade também enfrenta problemas no abastecimento de água, situação que levou à suspensão das aulas na rede municipal nesta quinta-feira.
O Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), fechou temporariamente o viveiro florestal da cidade. A concentração da água atingiu a estrutura do local, causando danos e impossibilitando o acesso ao complexo.
A equipe técnica do órgão ambiental aguarda a redução do nível da água na região para fazer uma vistoria completa no viveiro para validar a extensão dos danos e se houve perda da produção de mudas. Ainda não há previsão de retorno das atividades.
Já em Goioxim, a Defesa Civil identificou pelo menos 50 residências atingidas pelo temporal. Desse total, 49 sofreram alagamentos e uma foi afetada por um deslizamento de terra. O município não possui estação meteorológica oficial, o que impossibilitou a medição do acumulado de chuva.
No Vale do Ivaí, Rio Branco do Ivaí também enfrenta as consequências das chuvas intensas. O temporal que atingiu o município na noite de quarta-feira provocou o transbordamento de cursos d'água, inundou ruas da região central e causou danos à infraestrutura urbana e rural.

Segundo levantamento preliminar da prefeitura, três ruas do centro ficaram alagadas, entre elas a Avenida Rio Branco, uma das principais vias da cidade. Pelo menos seis residências foram invadidas pela água e duas poderão precisar ser desocupadas, dependendo da avaliação das condições de segurança. Dois estabelecimentos comerciais também foram atingidos.
A enxurrada ainda destruiu uma ponte e danificou bueiros, comprometendo o deslocamento de moradores, principalmente na zona rural.
Outro problema foi registrado na PR-535, na região conhecida como Serra do Chicote. Deslizamentos de terra atingiram a rodovia, exigindo a mobilização de máquinas da prefeitura para retirar o material acumulado sobre a pista.
Embora a passagem tenha sido liberada após a limpeza, pontos considerados mais perigosos permanecem parcialmente interditados devido ao risco de desmoronamento do asfalto. A prefeitura aguarda uma avaliação do Departamento de Estradas de Rodagem (DER).
O prefeito Pedro Taborda Desplanches informou que pretende solicitar auxílio emergencial ao Governo do Estado para enfrentar os prejuízos. Segundo ele, o nível da água ainda estava subindo, dificultando a identificação de todos os estragos.
"Já estamos levantando a situação para ver o que é possível fazer. Rodou ponte, bueiro, e precisamos esperar a água baixar para avaliar a real extensão dos estragos, pois a água continua subindo na avenida e nas margens do rio", afirmou.
As chuvas também provocaram transtornos em outros municípios do Vale do Ivaí, como Arapuã, Marilândia do Sul, Grandes Rios e Cruzmaltina.
Tempestades avançam pelo Paraná
De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), as condições meteorológicas que provocaram os temporais estão associadas à intensificação de uma área de baixa pressão atmosférica entre países vizinhos e o Sul do Brasil.
Esse cenário favoreceu a formação de supercélulas, tempestades organizadas que podem provocar chuva intensa, rajadas de vento, descargas elétricas e granizo de grandes dimensões.
O Simepar informou que as áreas de instabilidade tendem a avançar da metade sul em direção ao norte do estado, mantendo o risco de novos episódios de tempo severo.
A Defesa Civil orienta os moradores a evitar áreas inundadas, encostas instáveis e estradas com sinais de deslizamento. Em situações de emergência, a população pode acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 ou a Defesa Civil pelo 199.
Os alertas meteorológicos também podem ser recebidos gratuitamente por mensagem de texto. Para se cadastrar, basta enviar o CEP da localidade por SMS para o número 40199.
