Receita Federal testa biometria por palma da mão na Ponte da Amizade
Projeto-piloto monitora o fluxo de quem entra no Brasil; tecnologia ainda não está associada ao CPF dos viajantes e deve operar em novembro

A Receita Federal iniciou nesta quarta-feira (30) a fase de testes de um sistema de identificação biométrica pela palma da mão para pedestres que cruzam a Ponte Internacional da Amizade, na fronteira entre o Paraguai e o Brasil, em Foz do Iguaçu (PR). O projeto-piloto é o primeiro do tipo a ser instalado em uma fronteira brasileira e, neste momento inicial, abrange apenas as pessoas que saem do país vizinho e ingressam no território nacional. A escolha da ponte, que liga Foz a Cidade do Leste, deve-se ao intenso fluxo diário de pessoas, o que cria um cenário ideal para avaliar a viabilidade e a eficiência da nova ferramenta.
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A tecnologia será testada ao longo do mês de outubro, com previsão de que o funcionamento oficial comece em novembro. O equipamento funciona reconhecendo as características da palma da mão do pedestre, o que permite registrar a data e o horário exatos da travessia e identificar caso aquela mesma pessoa passe pelo local em ocasiões posteriores. Trata-se de um mecanismo de controle de fluxo que, nesta etapa do projeto, foca na repetição do trajeto.
Por enquanto, o sistema atua de forma isolada e a biometria não está vinculada ao Cadastro de Pessoas Físicas (CPF). Isso significa que a máquina reconhece a mão que já passou por ali, mas não a associa automaticamente à identidade civil do viajante. A Receita Federal ainda não detalhou como será o processo de cadastramento dos usuários quando a operação oficial tiver início, tampouco informou se os dados captados poderão futuramente ser cruzados e compartilhados com os bancos de informações de outros órgãos públicos.
