Quem é o "Homem do Chapéu"? Ex-apresentador é suspeito de envolvimento com crimes sexuais junto a professora no PR
Defesa nega acusações, alega inocência e afirma que cliente é alvo de armação articulada por cinco pessoas
O empresário e ex-apresentador de TV preso preventivamente em uma operação da Polícia Civil na quinta-feira (16) é conhecido na região como o "Homem do Chapéu". Ele é investigado por envolvimento em uma rede de produção, consumo e compartilhamento de pornografia infantil na cidade de Céu Azul.
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De acordo com as investigações, que correm sob sigilo, o homem mantinha uma conexão direta com uma professora da rede municipal de ensino, que também foi detida. A suspeita é de que a educadora filmava e fotografava os alunos, crianças hipervulneráveis com idades entre 0 e 6 anos, no momento da troca de fraldas dentro do ambiente escolar para enviar os arquivos ao empresário.
A carreira do homem preso na comunicação regional ganhou destaque por meio da apresentação de programas de sorteios de prêmios transmitidos na televisão, onde consolidou seu apelido devido ao uso constante do acessório. Além da atuação na mídia, ele gerencia negócios próprios nas cidades de Cascavel e Céu Azul.
O caso começou a ser apurado pela Delegacia da Mulher de Cascavel e as autoridades já apreenderam o aparelho celular do ex-apresentador. O dispositivo foi encaminhado para o setor de inteligência da Polícia Civil, que realizará a extração e análise de dados para mapear a extensão do compartilhamento das mídias ilícitas e identificar se há mais pessoas envolvidas no esquema.
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Ele foi indiciado com base nos artigos 240 e 241-A do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que tipificam os crimes de produção, posse e difusão de material pornográfico envolvendo menores de idade. Em nota oficial, a defesa do empresário declarou que ele é inocente e que está colaborando com a Justiça.
Os advogados sustentam que a acusação se baseia no depoimento unilateral de apenas uma testemunha e alegam que ele está sendo vítima de um conluio articulado por cinco pessoas. A Polícia Civil de Matelândia segue à frente das investigações para apurar novas denúncias e localizar possíveis outras vítimas na região.