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Projeto que regulamenta testes de covid-19 em farmácias é aprovado na Assembleia

O texto complementa as recomendações da Anvisa sobre o papel do farmacêutico na execução dos testes

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Projeto que regulamenta testes de covid-19 em farmácias é aprovado na Assembleia
Autor O projeto de lei ainda deve passar por mais três votações na Assembleia Legislativa - Foto: Freepik

Os deputados estaduais aprovaram na terça-feira (15), em primeira votação, o projeto de lei 298/2020, que regulamenta a oferta de testes rápidos de Covid-19 em farmácias do Paraná. De acordo com a proposta, de autoria do deputado Michele Caputo (PSDB), os exames deverão ser realizados preferencialmente na modalidade drive-thru, na área externa da farmácia, garantindo a segurança dos demais usuários.

Além disso, o texto complementa as recomendações da Anvisa sobre o papel do farmacêutico na execução dos testes. A ideia é que a oferta deste novo serviço não prejudique a rotina de assistência farmacêutica, com presença permanente de farmacêuticos no balcão da farmácia, na dispensação de medicamentos.

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“Os testes rápidos em farmácia facilitaram o acesso das pessoas aos exames de sorologia, que identificam anticorpos da doença. Contudo, é preciso regramento para que a população não fique exposta ao vírus e tenha a clareza de para que serve este tipo de teste”, explica o deputado Caputo, que é farmacêutico.

Saúde – O projeto também teve parecer favorável da Secretaria de Estado da Saúde, que destacou a importância de medidas para “diminuir a probabilidade de contágio em ambientes fechados”. Ainda segundo a pasta, a iniciativa inova ao ressaltar a necessidade de que os resultados dos testes sejam interpretados por profissionais de saúde capacitados, não deixando dúvidas aos pacientes.

Informação – Diferente dos exames RT-PCR, que detectam a doença na fase aguda, os testes rápidos são indicados para no mínimo sete dias após o início dos sintomas. É utilizado apenas uma gota de sangue coletada do dedo do indivíduo. O resultado sai, em média, entre 15 a 30 minutos.

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No início da pandemia, esse teste estava restrito principalmente aos profissionais de saúde, segurança e que estavam na linha de frente do combate ao coronavírus. Ele era recomendado para identificar se alguém já teve contato com o vírus. “Agora com a oferta em farmácias, ele acabou ficando à disposição de toda a população e por isso precisamos ter muito cuidado com a interpretação dos resultados”, comenta o deputado Caputo.

Em caso de resultado positivo, o farmacêutico prestará todas as informações necessárias para que o paciente busque atendimento médico e fique em isolamento social.

Processo legislativo – O projeto de lei ainda deve passar por mais três votações na Assembleia Legislativa, o que deve ocorrer até a próxima semana, e depois segue para sanção ou veto do governador Carlos Massa Ratinho Júnior.

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Fonte: Assembléia Legislativa

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