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MAUS-TRATOS

Professora que puxou cabelo de aluna da Apae do PR é indiciada

Polícia também indiciou servidor da instituição pois ele sabia do crime e não denunciou

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Professora que puxou cabelo de aluna da Apae do PR é indiciada
Autor A aluna, conforme os pais, não fala - Foto: Reprodução

A professora, filmada puxando o cabelo e empurrando para dentro da sala de aula uma aluna da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Irati, na região central do Paraná, foi indiciada por violência arbitrária e maus-tratos.

A vítima foi uma jovem de 19 anos que, segundo os pais, também é uma pessoa não verbal e tem diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA). A agressão foi gravada em 15 de maio por uma câmera de segurança da instituição e chegou aos pais por meio de uma denúncia anônima.

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- RELEMBRE O CASO: Professora puxa aluna com síndrome de down pelo cabelo em Apae do PR

O indiciamento foi realizado pela Polícia Civil (PC-PR) na quarta-feira (5). Além dela, um servidor também foi indiciado porque soube do caso e não denunciou. O nome dele não foi revelado. O entendimento da polícia é que o servidor cometeu corrupção passiva privilegiada.

Com isso, o caso foi para o Ministério Público do Paraná (MP-PR), que pode, ou não, denunciar a professora e o servidor.

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A defesa da educadora disse que "já tem ciência do indiciamento pelo delegado, razão pela qual se manifestará em momento oportuno". Durante as investigações, a defesa disse que ela não teve a intenção de maltratar a aluna.

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O advogado que representa a Apae, Schubert Lúcio de Souza, disse que a instituição tomou as medidas administrativas cabíveis sobre a professora tão logo soube do caso. Sobre o indiciamento do servidor, afirmou que a Apae ainda não foi oficialmente notificada.

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Conforme a Polícia Civil, a professora se excedeu na forma de conter a aluna e utilizou de violência no ato.

A polícia entendeu que a atitude da professora foi isolada, sem existir indícios de outros casos de agressão na instituição.

No indiciamento, a polícia também representou para que a professora não possa mais frequentar a Apae. Pouco tempo após o caso se tornar público, a professora teve o contrato com a instituição encerrado.

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Na época do crime, os pais da vítima falaram que estavam chocados e, por conta do caso, pararam de mandar a jovem à instituição.

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