Professora é presa por suspeita de produção de pornografia infantil no PR
Investigações apontam que empresário também está envolvido

Uma operação da Polícia Civil do Paraná resultou na prisão preventiva de uma professora da rede municipal de ensino, de 52 anos, e de um empresário, de 54 anos, sob a acusação de produção e compartilhamento de pornografia envolvendo crianças de tenra idade. As prisões ocorreram na manhã desta quinta-feira (16), no município de Céu Azul, no Oeste do estado.
A ação é um desdobramento de uma investigação complexa iniciada pela Delegacia da Mulher de Cascavel e que, devido à gravidade e à extensão dos fatos, passou a contar com o apoio direto da 46ª Delegacia Regional de Polícia de Matelândia.
- leia mais: Concurso público de Cruzmaltina fecha inscrições nesta quinta-feira (16)
O inquérito policial aponta que os suspeitos violaram os artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente que tipificam os crimes de produção, guarda e compartilhamento de materiais com teor de abuso sexual infantil. A apuração inicial contra o empresário em Cascavel levou os policiais a cumprirem mandados de busca e apreensão tanto na empresa dele quanto na residência da professora, em Céu Azul.
A análise dos dispositivos eletrônicos e dos materiais recolhidos revelou novos elementos de prova sobre o registro de fotografias contendo a nudez de crianças vulneráveis, o que fundamentou o pedido de prisão preventiva aceito pela Justiça para evitar a continuidade dos crimes.
Em nota oficial, a Prefeitura de Céu Azul confirmou que tomou conhecimento da prisão da servidora pública e expressou profunda consternação com o episódio, que abalou a comunidade escolar local. A administração municipal repudiou veementemente qualquer tipo de violência ou violação dos direitos de crianças e adolescentes e informou que já está adotando todas as medidas administrativas cabíveis em relação à investigada, incluindo os procedimentos de afastamento e apuração interna.
📲Entre no nosso canal de notícias do WhatsApp do TN
Para preservar a integridade física e psicológica das vítimas, bem como para proteger a identidade de seus familiares, as autoridades policiais mantêm os detalhes da investigação e os métodos de distribuição das imagens sob estrito sigilo.
O foco das diligências agora se concentra em identificar se outras crianças foram vítimas da dupla e se há mais pessoas envolvidas na rede de compartilhamento do material ilícito. Após passarem pelos procedimentos legais na delegacia de Matelândia, os dois detidos foram encaminhados para a Cadeia Pública de Medianeira, onde permanecem à disposição do Poder Judiciário.
