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Primas desaparecidas foram executadas a tiros e levadas em caçamba de caminhonete, diz polícia

Corpos de Letycia e Sttela, de 18 anos, foram encontrados em Paraíso do Norte (PR) após 120 dias de buscas

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As primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, foram executadas a tiros após deixarem uma casa noturna em Paranavaí, no Noroeste do Paraná. Os corpos foram encontrados nesta sexta-feira (21), em uma área de mata em Paraíso do Norte, após 120 dias de investigação.

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LEIA MAIS: Corpos das primas desaparecidas há 4 meses são encontrados pela polícia no PR

Segundo a Polícia Civil do Paraná (PCPR), o crime ocorreu entre 4h e 4h40 da madrugada de 21 de abril. As jovens estavam em uma caminhonete com o suspeito Clayton Antonio da Silva Cruz, conhecido como "Dog Dog".

De acordo com o delegado Luis Fernando Alves Silva, uma das vítimas foi baleada dentro do veículo. A outra saiu da caminhonete e tentou fugir, mas também foi atingida pelos disparos.

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"Ele executa as garotas dentro do veículo. Ali já tínhamos a informação que seria por disparo de arma de fogo. Executa uma primeira garota dentro do carro, com um tiro na sua face, na sua cabeça. A segunda garota se desesperou, correu para fora do carro e ele a executou com alguns disparos, colocando as garotas na caçamba da caminhonete e percorrendo a rodovia sentido a Paraíso do Norte", afirmou o delegado.

Depois do crime, Clayton levou os corpos na caçamba da caminhonete até uma área de canavial e mata, onde os enterrou em uma cova rasa.

Ainda segundo a polícia, horas depois, por volta do horário de almoço, o suspeito seguiu para Umuarama. Ele chegou à casa de um comparsa, conhecido como "Magrão" ou "Primo", com roupas sujas de terra.

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Clayton disse ao homem que havia tido um "problema com a polícia" e pediu ajuda para retornar a Cianorte. Segundo a investigação, ele afirmou que havia deixado a caminhonete "no meio do mato".

A localização dos corpos ocorreu após a prisão do comparsa em Umuarama. Segundo a PCPR, ele confessou participação no caso e indicou o local onde as vítimas haviam sido enterradas.

O delegado-chefe da 21ª Subdivisão Policial de Cianorte, Jonas Eduardo Peixoto do Amaral, afirmou que a investigação envolveu policiais civis, militares, federais e rodoviários.

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"São quatro meses em que os policiais que integraram essa investigação se dedicaram quase que diuturnamente, buscando detalhes, cruzando informações e cruzando dados. A união e troca de informações entre Polícia Civil, Militar, Federal e Rodoviária foi exemplar. Lamentamos, é claro, o resultado de morte para a família das meninas, a gente se compadece disso, mas a resposta policial que nos cabia foi dada", declarou.

Suspeito morreu durante operação

Clayton Antonio da Silva Cruz, apontado pela polícia como autor dos disparos, morreu durante uma operação policial na madrugada desta sexta-feira, em Mandaguari.

Segundo a PCPR, ele estava foragido, utilizava documentos falsos e era procurado pela Justiça. A polícia informou que houve confronto durante a operação.

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"Era um bandido procurado pela Justiça e que não iria se entregar. O resultado [o confronto] preservou, principalmente, a vida dos nossos policiais que lá estavam e também das famílias que lá estavam reféns do Cleiton", afirmou o delegado Luis Fernando.

Com a morte do suspeito, ele não responderá criminalmente pelo homicídio. A investigação continua para esclarecer a participação de outras pessoas no crime.

Entenda o caso

Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida desapareceram na madrugada de 21 de abril de 2026. Elas foram vistas pela última vez ao deixarem uma casa noturna em Paranavaí.

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Os restos mortais foram localizados nesta sexta-feira (21), em uma cova rasa às margens de uma rodovia em Paraíso do Norte.

O local foi isolado para o trabalho da perícia. Os exames do Instituto Médico-Legal (IML), com apoio da Polícia Científica, serão realizados para a identificação oficial dos corpos.


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AutorFoto: PCPR


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