Presidente do PT-PR cobra investigação de morte e agressões a eleitores de Lula
Deputado Arilson Chiorato relata atropelamento fatal, ataques contra mulheres e possíveis abusos policiais durante comemorações da reeleição de Lula

O presidente do PT-PR e Líder da Oposição na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), deputado Arilson Chiorato, cobrou nesta terça-feira (27) a investigação da morte de um homem atropelado e de agressões contra eleitores de Lula. O parlamentar anunciou que encaminhará os casos ao Ministério Público e ao Tribunal de Justiça.
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As denúncias envolvem participantes das comemorações da reeleição de Lula, confirmada no segundo turno de domingo (25). Segundo Arilson, Eliseu Pedrozo dos Santos, de 38 anos, morreu atropelado em Mangueirinha durante a celebração. O deputado também citou ataques contra mulheres e possíveis abusos policiais em outros municípios.
O parlamentar assinou um requerimento que pede à Secretaria da Segurança Pública a investigação da abordagem à ativista Alícia Gomes, em Apucarana, e das ameaças de morte relatadas por ela. De acordo com o documento, Alícia foi algemada no chão e atingida no rosto por spray de pimenta durante a comemoração.
O presidente do PT-PR solicita a análise dos vídeos, a identificação dos agentes e uma investigação séria. “Nós não podemos normalizar”, afirmou no discurso na tribuna da Alep.
Relatos de violência em outras cidades
Em Guarapuava, Arilson relatou que uma mulher sofreu um mata-leão durante uma abordagem da Polícia Militar. Ao cobrar a investigação das ações policiais, afirmou: “É o mínimo que o Estado do Paraná tem que fazer”.
O parlamentar citou ainda uma mulher atropelada em Castro e outra agredida em Saudade do Iguaçu. Em Matinhos, relatou o espancamento de uma mulher na frente da filha e da neta, também durante as comemorações.
Arilson também criticou a vereadora de Londrina e deputada estadual eleita Jessicão (PL). Segundo ele, a política incentivou nas redes sociais a demissão de trabalhadoras petistas e a troca de prestadores de serviço por motivos políticos. “Esse tipo de postura incita a violência”, afirmou.
