Presa por tráfico na Indonésia, paranaense receberia US$ 50 mil e corre risco de fuzilamento
Mulher transportava droga diluída em frascos de beleza; defesa alega que ela foi aliciada para atuar como “mula”

Uma moradora de Cascavel, identificada como Thania Cristina dos Santos, de 36 anos, foi presa no Aeroporto Internacional Ngurah Rai, em Bali, na Indonésia, sob a acusação de tráfico internacional de entorpecentes. A detenção ocorreu no dia 6 de outubro, logo após o desembarque da brasileira, quando agentes de segurança encontraram mais de 3,6 kg de cocaína líquida diluída em frascos de cosméticos durante a revista de seus pertences. Em depoimento às autoridades locais, a mulher confessou que receberia um pagamento de US$ 50 mil para realizar o transporte da droga.
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O advogado Gustavo Paiva, responsável pela defesa de Thania, explicou que a situação da cliente não é um fato isolado, mas sim parte de um esquema em que paranaenses estão sendo cooptados pelo crime organizado para atuar como "mulas" no envio de drogas a países europeus e asiáticos. De acordo com os levantamentos preliminares, o entorpecente teria saído do Rio de Janeiro. A defesa destaca que a tática de diluir a cocaína em produtos de beleza funciona como um agravante jurídico no processo, pois as autoridades indonésias interpretam a camuflagem como uma clara tentativa de burlar a fiscalização alfandegária.
A legislação contra o tráfico de drogas nos países asiáticos é conhecida por sua extrema rigidez. No caso da cascavelense, as sanções previstas incluem a possibilidade de prisão perpétua e até mesmo a pena de morte por fuzilamento. Apesar da gravidade do cenário, a acusada está recebendo a assistência do aparato consular e da embaixada brasileira, um direito garantido a qualquer cidadão detido no exterior, além de contar com representação legal no país. Contudo, o advogado ressalta que todo o processo e o eventual cumprimento da pena ocorrerão estritamente sob as severas leis da Indonésia.
Com informações: Tarobá
