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Polícia prende empresária e familiares suspeitos de lavar R$ 28 mi com 'jogo do tigrinho'

Investigação aponta que o grupo usava influenciadores digitais e contas falsas para simular lucros e enganar novos apostadores

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Polícia prende empresária e familiares suspeitos de lavar R$ 28 mi com 'jogo do tigrinho'
Autor Operação é realizada na manhã desta quinta-feira - Foto: PCPR

Uma empresária, seu companheiro e sua mãe foram presos preventivamente na manhã desta quinta-feira (21) em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, suspeitos de movimentar mais de R$ 28 milhões em um esquema de lavagem de dinheiro ligado à divulgação do "jogo do tigrinho". Segundo a Polícia Civil, o grupo utilizava influenciadores digitais para promover plataformas ilegais de apostas online em redes sociais e aplicativos de mensagens, atraindo vítimas por meio de propagandas fraudulentas.

-LEIA MAIS: Dois acidentes mobilizam equipes de resgate na BR-376 em Apucarana

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A estratégia da organização criminosa envolvia o uso de contas de demonstração falsas, projetadas para simular ganhos financeiros altos e rápidos. O objetivo era enganar os consumidores, criando uma falsa sensação de lucro fácil para estimulá-los a apostar dinheiro real. De acordo com as investigações, os divulgadores recrutados pelo grupo eram remunerados de forma proporcional à quantidade de novos usuários cadastrados e ao volume de recursos injetados nas plataformas. Os nomes dos detidos não foram divulgados pelas autoridades.

A apuração do caso teve início após a Polícia Federal compartilhar relatórios apontando movimentações financeiras atípicas. A partir desses dados, a Polícia Civil rastreou o fluxo milionário circulando entre contas de pessoas físicas e empresas vinculadas aos suspeitos. Os investigadores identificaram a prática de transferências fracionadas entre familiares e o uso de empresas para ocultar a origem ilícita dos recursos, configurando o crime de lavagem de capitais.

Além de efetuar as três prisões, a operação cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e comerciais do município, resultando também no bloqueio de contas bancárias e no sequestro de bens dos envolvidos. Os investigados deverão responder na Justiça por lavagem de dinheiro, exploração de jogos de azar, associação criminosa, crimes contra a economia popular e o consumidor, além de publicidade enganosa.

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