Polícia prende dupla suspeita de aliciar adolescente de 13 anos para prostituição e gravação de vídeos íntimos
Suspeitos ofereciam dinheiro em troca de fotos e encontros. Polícia Civil investiga se a jovem chegou a ser levada para uma casa de prostituição

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu temporariamente, nesta sexta-feira (9), dois homens suspeitos de aliciar uma adolescente de 13 anos para a prostituição e para a produção de imagens e vídeos de abuso sexual. As prisões ocorreram nas cidades de Curitiba e São José dos Pinhais, na Região Metropolitana. A investigação, que durou cerca de três meses, teve início após os familiares da vítima encontrarem conversas de cunho sexual no celular da menina e denunciarem o caso às autoridades.
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De acordo com o delegado Thiago Pereira Lima, os suspeitos utilizavam o aparelho celular para enviar instruções detalhadas de como a adolescente deveria gravar os conteúdos íntimos. Em troca das imagens, dos vídeos e de encontros presenciais, os homens ofereciam pagamentos, explorando não apenas a pouca idade da vítima, mas também a sua vulnerabilidade econômica. A partir da denúncia da família, os policiais analisaram os perfis nas redes sociais e rastrearam conexões de internet até chegar à identidade dos investigados, sendo que um deles já confirmou manter contato e ter encontros abusivos com a menina.
Além do comércio de imagens, a investigação revelou indícios de que a adolescente estaria sendo aliciada para atuar em uma casa de prostituição na Região Metropolitana de Curitiba. A Polícia Civil agora aprofunda as apurações para confirmar se a vítima chegou a frequentar este ou outros estabelecimentos similares, e se foi submetida a abusos sexuais por parte de frequentadores locais ou dos próprios investigados.
A operação responsável pelas prisões mobilizou 35 policiais civis no cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão nos endereços dos suspeitos. Os celulares e equipamentos eletrônicos apreendidos na ação foram encaminhados para a perícia, com o objetivo de esclarecer todas as circunstâncias dos crimes e apurar se há outras vítimas. Diante da gravidade da ocorrência, o delegado responsável pelo caso fez um alerta público, recomendando que pais e responsáveis monitorem ativamente o que crianças e adolescentes acessam nas redes sociais e aplicativos de mensagens, a fim de evitar que se tornem alvos de predadores no ambiente digital.
