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Polícia indicia donos de mercado e funcionária por venda de veneno de rato a criança de 10 anos no PR

Vítima ingeriu parte da substância tóxica e precisou passar por lavagem gástrica

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Polícia indicia donos de mercado e funcionária por venda de veneno de rato a criança de 10 anos no PR
Autor Foto: Imagem ilustrativa

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) concluiu nesta quinta-feira (17) o inquérito que indicia os dois proprietários de um mercado e uma operadora de caixa pela venda de veneno de rato a uma criança de apenas 10 anos. O caso aconteceu no município de Wenceslau Braz, no Norte Pioneiro do Estado. Os três suspeitos responderão com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) por fornecerem produto cujos componentes são nocivos à saúde ou podem causar dependência.

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O incidente ocorreu na última segunda-feira, dia 14 de setembro. De acordo com as investigações, a criança foi ao estabelecimento comercial com a intenção de comprar doces, mas acabou levando uma embalagem de raticida. A polícia apurou que a venda foi efetivada pela funcionária do caixa com o pleno conhecimento dos responsáveis pelo mercado, que estavam presentes no local no momento da transação.

Após a compra, a vítima ingeriu parte da substância tóxica e, ao se sentir mal, comunicou os familiares. A criança foi rapidamente socorrida e encaminhada a uma unidade hospitalar da região, onde recebeu atendimento médico de urgência e precisou ser submetida a procedimentos de lavagem gástrica para desintoxicação.

Para basear o indiciamento, as autoridades policiais reuniram diversas provas ao longo da semana. Foram anexados ao inquérito relatórios médicos, registros de conversas e, principalmente, imagens das câmeras de segurança do estabelecimento, que confirmaram a comercialização irregular do produto ao menor de idade. O veneno foi apreendido pelos investigadores e enviado para análise da perícia técnica.

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Com a investigação finalizada, o inquérito foi remetido ao Poder Judiciário, que definirá as próximas providências legais contra o trio. A Polícia Civil aproveitou o caso para reforçar que a população pode continuar auxiliando no combate a crimes por meio de denúncias anônimas, que podem ser feitas pelos telefones 197 da PCPR ou 181 do Disque-Denúncia. Em casos de crimes acontecendo em flagrante, a Polícia Militar deve ser acionada imediatamente pelo 190.

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