Piloto morto em queda de avião em BH era natural do Paraná e estudou em Maringá
Wellington de Oliveira Pereira, de 34 anos, nasceu em Colorado e fez aulas de aviação em Maringá
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O piloto do avião monomotor que caiu sobre um prédio residencial em Belo Horizonte (MG), na tarde desta segunda-feira (4), era natural do Paraná. Wellington de Oliveira Pereira, de 34 anos, nasceu no município de Colorado, na região norte do estado. O profissional foi uma das três vítimas fatais do acidente aéreo que mobilizou as equipes de resgate na capital mineira.
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A trajetória de Wellington na aviação teve passagem por Maringá (PR), onde ele estudou no antigo aeroclube da cidade entre os anos de 2022 e 2023. Atualmente, o comandante tinha endereço residencial registrado no município de Vitória da Conquista, na Bahia.
A aeronave pilotada pelo paranaense levava quatro empresários do ramo de tecnologia e havia feito uma parada em Belo Horizonte antes de seguir viagem com destino a São Paulo. Minutos antes da queda e logo após a decolagem, Wellington relatou à torre de controle via rádio que enfrentava dificuldades para ganhar altitude. Mesmo com a prioridade de retorno autorizada para o aeroporto, o monomotor continuou perdendo sustentação até atingir a estrutura do edifício.
Além do piloto paranaense, o impacto resultou na morte de Fernando Moreira Souto, de 36 anos, que viajava no banco do copiloto e era filho do prefeito da cidade mineira de Jequitinhonha, e do empresário Leonardo Berganholi, de 50 anos, que chegou a ser socorrido com vida, mas não resistiu. Os outros dois ocupantes da aeronave, Arthur Schaper Berganholi, de 25 anos, e Hemerson Cleiton Almeida Souto, de 53, foram internados em estado grave no Hospital João XXIII.
Apesar da destruição provocada pela colisão, a perícia inicial do Corpo de Bombeiros apontou que a fuselagem se projetou diretamente na caixa de escada do estacionamento, entre o terceiro e o quarto andar, evitando que os moradores dos apartamentos ocupados fossem atingidos. As causas da falha mecânica relatada pelo comandante Wellington já estão sendo investigadas por equipes do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira, e pela Polícia Civil de Minas Gerais.