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INVESTIGAÇÃO

PCPR cumpre 32 mandados contra grupo investigado pelo golpe do falso advogado

A vítima, uma pessoa idosa, realizou diversas transferências bancárias para contas vinculadas aos investigados

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PCPR cumpre 32 mandados contra grupo investigado pelo golpe do falso advogado
Autor Operação é realizada pela Polícia Civil do Paraná - Foto: PCPR

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) está no estado do Ceará, na manhã desta quinta-feira (8), para cumprir 32 mandados judiciais contra um grupo investigado pela prática do golpe do falso advogado contra vítima paranaense. O prejuízo gerado alcançou valor próximo de R$ 2 milhões.

-LEIA MAIS: Confira os falecimentos desta quinta-feira (08) em Apucarana

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A operação tem como objetivo o cumprimento de 15 mandados de prisão temporária e 17 de busca e apreensão em endereços localizados nas cidades de Fortaleza, Maracanaú e Eusébio (CE). A Justiça autorizou ainda o bloqueio de até R$ 2.098.322,06 em contas bancárias e aplicações financeiras relacionadas aos investigados.

A operação é resultado de uma investigação da PCPR que apurou que os criminosos teriam utilizado a identidade de advogado e também se apresentado falsamente como representantes de instituições públicas e financeiras. A vítima, uma pessoa idosa, realizou diversas transferências bancárias para contas vinculadas aos investigados.

“O golpe utilizou uma das principais ferramentas dos crimes digitais atuais: a engenharia social. Os autores entraram em contato com a vítima utilizando informações e identidades que transmitam aparência de legitimidade, criando um ambiente de confiança para que ela acreditasse tratar com pessoas legítimas”, explica o delegado da PCPR Emmanoel David.

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A PCPR identificou que, após o dinheiro ter sido transferido, começou uma segunda etapa do esquema, que consistia na pulverização financeira. O fluxo dos valores foi reconstruído a partir de trabalho técnico realizado pela investigação especializada.

Ao todo, foram identificadas 15 pessoas envolvidas. Entre elas, 11 beneficiários primários, cujas contas receberam diretamente valores enviados pela vítima. Também foram identificados quatro beneficiários secundários, que recebiam reiteradamente valores provenientes das contas do primeiro grupo.

A análise financeira revelou operações numerosas e fracionadas, circulação de dinheiro entre investigados, esvaziamento rápido de contas e concentração posterior dos valores em determinados destinatários.

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Em um dos episódios reconstruídos pela PCPR, R$ 30,6 mil transferidos pela vítima para uma das contas investigadas foram integralmente enviados para outro investigado no mesmo dia, deixando a conta inicial com saldo de apenas R$ 0,01.

A investigação prossegue para identificar todos os envolvidos na execução do golpe, individualizar a participação de cada investigado e buscar a recuperação dos valores desviados.

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