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Paranaense é investigado por pedir fotos íntimas a crianças no Instagram: 'mostrar sua cueca'

Durante o interrogatório, o homem confessou ter enviado os pedidos e solicitado as imagens

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Paranaense é investigado por pedir fotos íntimas a crianças no Instagram: 'mostrar sua cueca'
Autor O homem, que responde ao inquérito em liberdade, será indiciado pelo crime de aliciamento de crianças para fins libidinosos - Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) investiga um homem de 23 anos suspeito de aliciar duas crianças, de 8 e 9 anos, por meio do Instagram em Ponta Grossa (PR). O caso veio à tona após os pais das vítimas identificarem as mensagens enviadas pelo suspeito nas redes sociais das filhas. Durante o interrogatório, o homem confessou ter enviado os pedidos e solicitado as imagens, e agora a investigação apura o crime de aliciamento de criança para a prática de ato libidinoso.

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Em um dos trechos das conversas, o suspeito escreveu: “Você não quis mostrar sua cueca”. As mensagens foram anexadas ao inquérito policial e serviram como base para a investigação, conduzida pela delegada Ana Paula Cunha Carvalho, chefe do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria).

Na terça-feira (25), a PCPR cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência do investigado, no bairro Paraíso, com apoio da Polícia Científica do Paraná. Durante a operação, os agentes apreenderam o celular utilizado pelo suspeito para enviar as mensagens. O aparelho foi encaminhado para perícia, que deverá verificar se o investigado mantinha armazenadas imagens de abuso sexual infantil, o que configuraria um crime adicional.

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O homem, que responde ao inquérito em liberdade, será indiciado pelo crime de aliciamento de crianças para fins libidinosos. O nome do investigado não foi divulgado pela polícia.

Estatuto da Criança e do Adolescente prevê pena de 3 a 5 anos de prisão

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em seu artigo 241-D, prevê pena de 3 a 5 anos de reclusão, além de multa, para quem “aliciar, assediar, convidar, instigar ou constranger, por qualquer meio, menor de 14 anos, com o fim de praticar ato libidinoso”. A mesma pena se aplica a quem “permite, facilita ou induz o acesso de menor de 14 anos a material que contenha cena de sexo explícito ou nudez com o fim de com ele praticar ato libidinoso”.

A legislação também prevê aumento de pena de um terço a dois terços se o crime for cometido com uso de recursos tecnológicos, como perfis falsos, aplicativos de mensagens ou redes sociais.

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Polícia Civil alerta famílias

A delegada Ana Paula Cunha Carvalho destacou a importância do monitoramento constante do uso da internet por crianças e adolescentes.

“A Polícia Civil reforça que atua com extremo rigor em todos os casos que envolvem crimes cometidos pela internet contra crianças e adolescentes e orienta os pais ou responsáveis a manterem um monitoramento constante sobre o uso da mesma e das redes sociais por seus filhos, sendo fundamental que as famílias mantenham um diálogo aberto e denunciem imediatamente qualquer aproximação suspeita às autoridades competentes”, disse.

A recomendação da PCPR é que os pais acompanhem a atividade online dos filhos, mantenham diálogo sobre os riscos de conversas com desconhecidos e procurem as autoridades sempre que houver mensagens, pedidos de fotografias ou qualquer abordagem de caráter sexual.

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Como denunciar casos suspeitos

A população pode contribuir com as investigações por meio de denúncias anônimas. Informações podem ser repassadas pelo telefone 197, da Polícia Civil, ou pelo 181, do Disque-Denúncia. Em casos de flagrante, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190.

O caso segue em investigação para apurar a possibilidade de outras vítimas. A perícia no celular apreendido deverá fornecer elementos adicionais sobre a conduta do investigado e a eventual prática de outros crimes.

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