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EDUCAÇÃO

Paraná registra queda no atraso escolar e no abandono no Ensino Médio

Entre 2015 e 2025, a distorção idade-série no Ensino Médio paranaense caiu de 21,1% para 8%

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Paraná registra queda no atraso escolar e no abandono no Ensino Médio
Autor Entre 2015 e 2025, a distorção idade-série no Ensino Médio paranaense caiu de 21,1% para 8% - Foto: Lucas Fermin/SEED

Dados do Anuário Brasileiro da Educação Básica 2026 mostram uma melhora na trajetória escolar no Paraná, acompanhada pela redução do abandono escolar. Em 2025, o Estado registrou taxa de distorção idade-série de 8% no Ensino Médio, metade da média nacional, de 16%. O indicador considera o conjunto das redes pública e privada e representa a proporção de estudantes com pelo menos dois anos de atraso em relação à série esperada para sua idade.

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Entre 2015 e 2025, a distorção idade-série no Ensino Médio paranaense caiu de 21,1% para 8%, uma redução de 13,1 pontos percentuais. No mesmo período, a taxa de abandono escolar passou de 7,7% para 0,3%. O resultado indica que uma parcela menor dos estudantes interrompe os estudos durante o ano letivo, favorecendo a continuidade da formação no ensino regular.

“A redução do abandono e do atraso escolar mostra que estamos avançando na permanência e na progressão dos estudantes. Nosso trabalho é acompanhar cada jovem e agir quando surgem dificuldades para que ele tenha condições de seguir aprendendo e concluir o Ensino Médio”, afirma Anderfábio Oliveira, diretor de Educação da Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR).

A evolução também aparece nos demais indicadores de fluxo escolar: a aprovação no Ensino Médio passou de 81,4%, em 2015, para 98,2%, em 2025, enquanto a reprovação caiu de 10,9% para 1,5%. A maior continuidade dos estudos pode, no longo prazo, reduzir o número de jovens que precisarão retomar uma trajetória escolar interrompida.

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POSSIBILIDADES DE CERTIFICAÇÃO

A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma das possibilidades disponíveis na rede estadual de ensino para estudantes que desejam superar a distorção idade-série. Em 2025, a oferta dos Exames Estaduais da EJA no formato on-line foi ampliada às escolas regulares da rede pública estadual.

“Com a ampliação dos exames às escolas regulares, estudantes que estavam em distorção idade-série puderam demonstrar os conhecimentos adquiridos ao longo da sua trajetória. Ao alcançar a aprovação necessária, tiveram a possibilidade de concluir o Ensino Fundamental ou o Ensino Médio”, explica Miriam Teixeira de Oliveira, coordenadora pedagógica da EJA na Seed-PR.

Ela também destaca o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), que permite a certificação dos ensinos Fundamental e Médio, e a retomada da possibilidade de obter o certificado de conclusão do Ensino Médio por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a partir da edição de 2025. Cada exame possui critérios próprios de participação e desempenho.

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“Esses exames permitem que os estudantes demonstrem o que aprenderam ao longo da vida e dos estudos. Com a preparação e a aprovação necessárias, eles podem concluir uma etapa da educação básica e seguir em direção aos seus objetivos. São oportunidades que reconhecem diferentes trajetórias e oferecem novos caminhos para a continuidade da formação”, diz Miriam.

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TENDÊNCIA NACIONAL

No Brasil, as matrículas totais da EJA caíram, de 2.589.815, em 2023, para 2.252.069, em 2025, segundo o Censo Escolar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A redução foi de aproximadamente 13%, equivalente a cerca de 338 mil matrículas, em números que abrangem as redes pública e privada.

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Na contramão do cenário nacional, o Paraná registrou crescimento nas matrículas da EJA. O número passou de 10.963, em 2023, para 40.691, em 2024, e alcançou 47.014, em 2025. O avanço representa um aumento de aproximadamente 329% em relação a 2023, com mais de 36 mil matrículas adicionais no período, evidenciando a ampliação do acesso à educação para jovens e adultos no Estado.

A tendência de redução da procura pela EJA pode ser explicada, entre outros fatores, pela diminuição dos índices de atraso e abandono escolar, já que cada vez mais estudantes estão concluindo os estudos na idade esperada. O aumento da escolarização das novas gerações também deve ser considerado na análise da demanda futura.

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