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Paraná confirma dois casos de hantavírus e investiga outras 11 suspeitas no estado

Pacientes são moradores de Pérola d'Oeste e Ponta Grossa; Secretaria de Estado da Saúde descarta relação com surto em cruzeiro internacional

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Paraná confirma dois casos de hantavírus e investiga outras 11 suspeitas no estado
Autor Foto: José Fernando Ogura/ AEN

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) confirmou o registro de dois casos de hantavírus em moradores das cidades de Pérola d'Oeste, no Sudoeste do estado, e Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais. Outras 11 notificações suspeitas permanecem sob investigação, enquanto 21 já foram descartadas. O cenário ocorre na mesma semana em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta sobre mortes relacionadas à doença em um cruzeiro internacional, porém os municípios paranaenses reforçam que as contaminações locais não têm qualquer ligação com a embarcação. Segundo a Sesa, a situação sanitária está sob controle e a rede pública monitora o quadro continuamente. Em 2025, o estado havia registrado apenas uma infecção, na cidade de Cruz Machado.

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Os pacientes confirmados são um homem de 34 anos, de Pérola d'Oeste, e uma mulher de 28 anos, de Ponta Grossa. No caso da moradora dos Campos Gerais, a Secretaria Municipal de Saúde informou que a contaminação ocorreu em outra cidade, ainda não especificada. Já a situação de Pérola d'Oeste chama a atenção pela localização do município, situado na fronteira com a Argentina. O país vizinho enfrenta um aumento expressivo da doença, com 101 infecções confirmadas pelo Ministério da Saúde local desde junho do ano passado, número que representa quase o dobro do registrado no mesmo período anterior.

O hantavírus é uma zoonose viral antiga e transmitida majoritariamente por roedores silvestres infectados. A contaminação humana não se dá pelo contato direto, mas principalmente pela inalação de partículas suspensas no ar que contêm urina, fezes ou saliva desses animais. Por conta dessa dinâmica, ambientes fechados, empoeirados e com pouca ventilação, a exemplo de galpões, paióis, silos e cabanas, são apontados pela OMS como os locais de maior risco de exposição ao vírus.

Na fase inicial, a doença manifesta sintomas muito semelhantes aos de uma gripe forte, englobando febre, dores no corpo e de cabeça, mal-estar generalizado e distúrbios gastrointestinais. A infectologista Gabriela Gehring ressalta que, a exemplo de outros vírus, o quadro não evolui para formas severas em todos os pacientes, sendo que alguns apresentam apenas sinais inespecíficos. No entanto, os casos graves podem desencadear falta de ar, tosse seca, queda brusca de pressão e insuficiência respiratória. Como não existe um medicamento específico para combater o hantavírus, o tratamento consiste fundamentalmente em suporte médico e acompanhamento hospitalar intensivo, tornando a busca imediata por atendimento um fator determinante logo aos primeiros sintomas.

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Para evitar a doença, as autoridades sanitárias focam na prevenção estrutural e no afastamento de roedores. A orientação central é manter terrenos sempre limpos, armazenar alimentos em recipientes hermeticamente fechados e retirar entulhos acumulados perto das residências. Na hora da limpeza, é indispensável o uso de luvas e calçados fechados. A Sesa também faz um alerta importante sobre o método de higienização de locais como silos e galpões: deve-se evitar varrer o chão a seco para não levantar poeira, priorizando a limpeza úmida, técnica que impede que as partículas contaminadas fiquem suspensas e sejam inaladas.



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