Pai que fez bebê refém no PR agrediu esposa e filha de sete anos antes de fugir, diz polícia
Criança de dois anos foi resgatada sem ferimentos após horas de negociação; suspeito de 28 anos tem extenso histórico de violência doméstica

Um homem de 28 anos foi preso na terça-feira (8) após fazer o próprio filho, de apenas dois anos, refém em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba no Paraná. Antes de fugir de carro com o bebê, Leonardo Camargo de Bargas agrediu violentamente a esposa, de 24 anos, e a filha do casal, de sete, que tentou defender a mãe. O resgate da criança ocorreu sem ferimentos após cerca de quatro horas de negociação com a Polícia Militar.
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O episódio de violência começou na casa da mãe do suspeito. Segundo a Polícia Civil, Leonardo chegou ao local exigindo o celular da esposa. Como ela escondeu o aparelho, o homem passou a agredi-la com socos e empurrões, além de puxar seus cabelos e arrastá-la pelo chão. A filha de sete anos, ao presenciar a cena e tentar intervir para proteger a mãe, também foi atacada pelo pai, que a puxou pelos cabelos e a arremessou.
Após as agressões, por volta das 9h, o homem deixou a residência levando o filho caçula e uma faca. Ele entrou em um veículo e passou a ser cercado por policiais militares. A tensão se estendeu até as 13h, quando o suspeito decidiu sair do carro segurando a criança, a arma branca e uma garrafa de água. Nesse momento, em uma rápida ação tática, um policial conseguiu se aproximar e arrancar o menino dos braços do pai. A criança foi imediatamente acolhida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e passa bem.
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Preso em flagrante, Leonardo deve passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (9). Em depoimento, a esposa relatou que o marido é usuário de drogas e já possui histórico criminal por violência doméstica, ameaça e cárcere privado, tendo ficado preso por cerca de cinco meses no passado. Ela explicou que ele vinha trabalhando e mantendo um comportamento calmo, mas passou a agir de forma "desnorteada" desde a última sexta-feira (4), quando confiscou o celular da vítima e começou a acusá-la falsamente de traições. A defesa do suspeito não foi localizada para comentar o caso.
