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JUSTIÇA

Pai que chutou filha de 3 anos é indiciado por tortura no PR

Investigado alegou ter 'perdido a cabeça' com o choro da criança, e permanece preso preventivamente

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Pai que chutou filha de 3 anos é indiciado por tortura no PR
Autor O suspeito permanece preso preventivamente - Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) indiciou, nesta segunda-feira (13), o homem de 32 anos flagrado por câmeras de segurança dando um chute no rosto da própria filha, de apenas 3 anos, em Francisco Beltrão, no sudoeste do estado.

O suspeito, que permanece preso preventivamente, responderá pelos crimes de lesão corporal em contexto de violência doméstica e familiar, e por tortura, devido ao sofrimento físico e psíquico causado à vítima.

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- leia mais: Família paulista voltava de Faxinal quando sofreu acidente na BR-369 que matou mãe e duas filhas

Em sua defesa, ele afirmou que a filha costuma apresentar esse comportamento e justificou que agiu por impulso, argumentando que o ato não foi intencional e que jamais teve a intenção de machucar a criança.

O histórico do homem também foi alvo de questionamentos pela promotoria, que apresentou denúncias anteriores de agressão contra o enteado dele, um menino de 5 anos. Testemunhas relataram que o padrasto costumava aplicar castigos físicos severos na criança sob o pretexto de corrigi-la, além de um episódio em que o garoto teria sido atingido no rosto com um pedaço de madeira.

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O suspeito negou as acusações de maus-tratos contra o enteado, alegando que as marcas no menino foram causadas por uma queda acidental do sofá após a criança ser advertida por maltratar um gato de estimação da família.

Ao final do depoimento, o homem demonstrou preocupação em identificar a pessoa que acionou as autoridades, questionando se a denúncia havia partido de um rapaz que trabalha em uma academia local e que testemunhou o crime.

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A postura do investigado foi duramente repreendida pela promotoria, que ressaltou a gravidade do crime contra a menor e reforçou que denunciar agressões dessa natureza é um dever social e uma obrigação de qualquer cidadão.

O laudo pericial, que inclui a análise das fotografias das lesões sofridas pelas crianças, integrará o inquérito que agora segue para o Poder Judiciário.

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