Pai nega reação de jovem morto em ação da GM de Londrina (PR) e diz que arma era dele; veja
Em interrogatório, motorista assumiu ter feito disparo em Londrina e revelou que o acompanhante sofreu uma crise de epilepsia no momento da abordagem
Em depoimento prestado à Polícia Civil, o motorista preso após uma perseguição no Centro de Londrina contestou a versão apresentada pelo boletim de ocorrência da Guarda Municipal (GM). O pai afirmou que o filho, morto por um disparo efetuado por um guarda durante a abordagem, não estava armado e sequer reagiu à ação policial, pois teria tido uma crise convulsiva dentro do veículo.
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A declaração diverge do relato inicial da equipe do Grupamento de Trânsito, que registrou que o passageiro da Fiat Toro teria resistido ao desembarque e tentado sacar um revólver contra a guarnição. Segundo o pai do jovem, o único disparo efetuado antes da perseguição foi de sua autoria, após uma briga na região central.
Interrogado pelas autoridades na Central de Flagrantes, o homem assumiu a posse da arma de fogo e negou qualquer tipo de reação por parte do filho. "Só houve uma discussão e eu acabei saindo correndo", disse o condutor sobre o que desencadeou o início do acompanhamento tático.

Ao ser questionado se efetuou um tiro para o alto, ele confirmou: "Sim". Ele enfatizou que o revólver estava sob seu controle e que não permanecia nas mãos do jovem no momento em que a equipe realizou a abordagem. "Não, não estava, estava comigo", garantiu o motorista, acrescentando que o objeto acabou caindo no assoalho: "Estava caído dentro do carro".
De acordo com o depoimento, o filho que o acompanhava no veículo não teria condições de sacar uma arma por estar passando por um problema de saúde decorrente do estresse da perseguição e das colisões. "Deu crise nele na hora", justificou o pai, completando em seguida: "Ele tem epilepsia".
Perguntado diretamente sobre quem teria disparado a arma apreendida no local, o pai encerrou o interrogatório reafirmando a responsabilidade pelo tiro anterior à abordagem: "Fui eu". O responderá por embriaguez ao volante, desobediência e pela posse do armamento. O caso segue em investigação para apurar as circunstâncias da intervenção armada.
