Nomes tradicionais da política paranaense ficam fora da próxima legislatura; veja quais
Além de ex-chefes do Executivo, deputados com múltiplos mandatos não conseguiram reeleição para a Câmara Federal e para a Alep

A eleição no Paraná provocou uma mudança significativa no perfil das bancadas que representarão o estado no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa. Nomes tradicionais da política paranaense ficaram fora da próxima legislatura, entre eles ex-governadores, ex-prefeito de Curitiba e parlamentares com anos de atuação na vida pública.
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Na disputa pelas cadeiras da Câmara dos Deputados, alguns dos principais resultados foram marcados pela queda de figuras que já ocuparam posições de destaque no Executivo estadual e municipal. Roberto Requião, ex-governador do Paraná, recebeu 79.913 votos pelo PDT, mas não conseguiu uma das vagas destinadas ao partido após a aplicação das regras do sistema proporcional.
Outro nome de peso que não retornará a Brasília é Beto Richa. O ex-governador e ex-prefeito de Curitiba concorreu pelo PSDB e alcançou 58.939 votos, número que não foi suficiente para garantir sua permanência na Câmara. Luciano Ducci, que também comandou a capital paranaense, teve destino semelhante. Com 60.932 votos, não conseguiu renovar o mandato de deputado federal, interrompendo uma trajetória no Congresso que vinha desde 2014.
A renovação também alcançou parlamentares com forte presença em segmentos específicos da política estadual. Dilceu Sperafico, do Progressistas, não conseguiu votos suficientes para permanecer na Câmara. Com uma carreira associada principalmente às pautas do agronegócio e à representação do oeste do Paraná, o deputado ficou fora da próxima composição.
Outro nome que não conquistou uma das 30 vagas destinadas ao Paraná foi Tadeu Veneri, do PT. Com trajetória construída ao longo de décadas no Legislativo, o petista não conseguiu repetir desempenhos anteriores. Também não foram reeleitos Luiz Nishimori (PSD), conhecido pela atuação junto à comunidade nipo-brasileira, Diego Garcia (União) e Marco Brasil (PSD).
Na Assembleia Legislativa, o processo de renovação também alterou de maneira relevante a composição do plenário. Dos 54 assentos disponíveis, 23 passarão a ser ocupados por novos deputados, enquanto 31 parlamentares conseguiram permanecer no cargo. O resultado representa uma renovação de 42,6% na Casa.
