Mulher é encontrada com 14 facadas dentro de carro no PR e aponta acompanhante como autor
Vítima de 35 anos foi socorrida em estado gravíssimo em estrada rural de Piraí do Sul neste fim de semana

Uma mulher de 35 anos está internada em estado gravíssimo após ser atingida por 14 facadas e encontrada dentro de um carro em uma estrada rural de Piraí do Sul, na região dos Campos Gerais do Paraná, no último fim de semana. Antes de ser socorrida e intubada, a vítima conseguiu conversar brevemente com a Polícia Militar e com a equipe médica, acusando o homem de 48 anos que a acompanhava de ser o autor do ataque. O suspeito foi localizado horas depois e preso em flagrante, tendo sua detenção convertida em prisão preventiva pela Justiça sob a tipificação de tentativa de feminicídio.
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O crime ocorreu na transição de sábado (3) para domingo (4). De acordo com a Polícia Civil, a mulher negou categoricamente que os ferimentos fossem resultado de um assalto cometido por um desconhecido. Em contrapartida, o suspeito, ao ser localizado no centro da cidade, apresentou uma versão completamente divergente. Ele alegou que ambos estavam em um bar e ofereceram carona a um terceiro indivíduo, que supostamente teria esfaqueado a mulher, agredido o motorista e fugido levando seu aparelho celular.
A Polícia Civil, no entanto, apontou diversas contradições no depoimento do homem preso. O delegado destacou que a narrativa do suspeito não encontra respaldo nas evidências apuradas na cena do crime. Objetos de valor da vítima, como o próprio celular e uma caixa de joias, foram encontrados intactos dentro do veículo, o que enfraquece diretamente a tese de roubo. Além disso, o fato de o homem ter abandonado o local onde a mulher estava e ter sido encontrado a uma longa distância reforçou as suspeitas e embasou a prisão.
O inquérito revelou ainda que o suspeito já possui condenações anteriores por crimes de porte ilegal de arma de fogo, tráfico de drogas e violência doméstica contra outra vítima. Ele estava em liberdade há cerca de dois anos. Agora, a investigação trabalha para esclarecer a natureza exata do relacionamento entre o agressor e a vítima, buscando confirmar se eles mantinham um namoro. Como a mulher permanece hospitalizada e sem condições clínicas de prestar um depoimento formal, a polícia aguarda sua estabilização para colher mais detalhes que encerrem a fase de inquérito policial.
As informações são do G1.
