Morto em confronto, suspeito de sumiço de jovens também era foragido por roubo em Apucarana
Conhecido como "Sagaz", o homem de 39 anos tinha um histórico de crimes que incluía tráfico de drogas e fugia das autoridades desde abril

Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, apontado como o principal suspeito do desaparecimento das primas Sttela Dalva Melegari Almeida e Letycia Garcia Mendes, foi morto nesta sexta-feira (21), durante uma operação policial em Mandaguari (PR). O homem era considerado foragido da Justiça por duas frentes distintas: além de ser o principal alvo das investigações sobre o sumiço das jovens, de 18 anos, ele também era procurado por um crime de roubo cometido em Apucarana.
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Conhecido pelos apelidos de "Sagaz", "Dog Dog" e "Cleitinho", Clayton possuía um vasto histórico criminal que começou ainda na adolescência, período em que acumulou cerca de 20 passagens pela polícia. Na fase adulta, o envolvimento com a criminalidade se agravou. Em 2008, ele foi um dos 28 alvos presos durante a Operação Chaves, que desarticulou uma rede de tráfico de drogas em Mandaguari. Por esse caso, foi condenado a mais de 18 anos de prisão pelos crimes de tráfico, associação para o tráfico e posse ilegal de armas. Após progredir para o regime aberto, ele se tornou foragido ao mudar de endereço sem justificativa e faltar a uma audiência judicial.
A situação de Clayton com a Justiça se complicou ainda mais após o seu envolvimento em um violento assalto contra a residência de um ex-prefeito de Cambira. O caso, julgado à revelia e que corre em segredo de Justiça na comarca de Apucarana, tornou o suspeito foragido por roubo. Na ocasião, ele e comparsas armados arrombaram a casa com uma marreta, mantiveram a família refém e fugiram levando veículos, joias e eletrônicos. Ao longo de suas passagens pelo sistema prisional, Clayton também foi flagrado e denunciado por uso de celulares e comércio de entorpecentes dentro da cadeia.
Apesar do longo histórico, Clayton ganhou notoriedade nacional recentemente pelo desaparecimento de Sttela e Letycia. O sumiço foi reportado pelas famílias no dia 23 de abril, em Cianorte, mas o último contato das vítimas ocorreu na madrugada do dia 21. As investigações apontam que as primas saíram de Cianorte com o suspeito na noite do dia 20 de abril e seguiram para uma casa noturna em Paranavaí. Durante a madrugada, Sttela chegou a publicar uma foto em uma rede social ao lado de Clayton. Depois disso, o sinal dos celulares cessou e elas nunca mais foram vistas.
Após o desaparecimento das jovens, a Polícia Civil descobriu que Clayton retornou sozinho para Cianorte, abandonou a caminhonete e o celular usados na noite do crime e iniciou uma rota de fuga utilizando uma motocicleta e documentos falsos. Durante a caçada ao suspeito, a polícia chegou a prender temporariamente uma ex-companheira dele, de 23 anos, na cidade paulista de Paraguaçu Paulista, sob a suspeita de fornecer apoio financeiro e logístico para a fuga. Enquanto isso, as autoridades de segurança do Paraná mantêm as buscas contínuas pelas primas em áreas rurais da região de Paraíso do Norte, utilizando tecnologia de varredura de solo e drones, embora nenhuma pista conclusiva sobre o paradeiro das vítimas tenha sido confirmada até o momento.
Com informações do GMC Online
