Menina de 3 anos agredida pelo pai no Paraná passa bem e não tem sequelas, diz polícia
Pai confessou o crime e teve prisão preventiva decretada após descoberta de agressões também contra o enteado de 5 anos

A menina de três anos que foi chutada pelo próprio pai em Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná, está em boas condições de saúde e não apresenta sequelas graves decorrentes da agressão. A atualização foi confirmada nesta sexta-feira (10) pelo delegado da Polícia Civil, Ricardo Moraes, que agora aguarda a emissão do laudo oficial dos exames médicos para complementar o inquérito. O crime ocorreu no domingo (5) e ganhou repercussão após imagens de uma câmera de segurança flagrarem o ataque em via pública. O homem foi preso preventivamente na quinta-feira (9) após as investigações revelarem um cenário contínuo de violência doméstica.
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A apuração policial teve início na terça-feira (7), quando a mãe das crianças teve acesso ao vídeo circulando nas redes sociais e procurou a delegacia para registrar a ocorrência. As imagens mostram o suspeito caminhando pela calçada com a filha e o enteado, de cinco anos, até o momento em que ele para subitamente e desfere um chute contra a menina, que é arremessada ao chão. Na ocasião do ataque, um empresário local tentou intervir para defender a criança, mas acabou sendo ameaçado pelo agressor. No dia seguinte à denúncia formal, o homem compareceu à delegacia sem advogado e confessou o crime. Em depoimento, justificou que agrediu a filha porque ela estava chorando. Como o período legal de flagrante já havia expirado, ele foi ouvido e liberado inicialmente.
A liberdade do suspeito durou pouco, pois o pedido de prisão preventiva foi rapidamente embasado pelos novos indícios coletados pelos investigadores. Ao colher depoimentos da mãe, dos avós e de um tio materno, a Polícia Civil descobriu que o menino de cinco anos também já havia sido vítima do padrasto. A criança apresentava marcas no rosto, sob a suspeita de ter sido espancada com um cinto ou pedaço de madeira. Com o mandado judicial expedido, o agressor foi detido e deverá responder pelo crime de lesão corporal. Para resguardar a integridade da família, as autoridades solicitaram medidas protetivas de urgência em favor da menina, do irmão e da mãe, enquanto o Conselho Tutelar realiza o acompanhamento do caso.
