Marido que jogou carro no rio com esposa e filha matou criança para fazer a mulher sofrer
Ministério Público do Paraná concluiu que o suspeito jogou de propósito o carro nas águas do Rio Paraná, provocando o afogamento das vítimas

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) denunciou Márcio Talaska, 39 anos, por feminicídio e vicaricídio pelas mortes de Iria Djanira Roman Costa Talaska, 36 anos, e da filha Maria Laura Roman Talaska, 3 anos, que morreram afogadas em Porto Rico (PR), no dia 2 de maio. O MP concluiu que o suspeito jogou de propósito o carro nas águas do Rio Paraná, provocando o afogamento das vítimas.
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A denúncia foi oferecida na segunda-feira (25) pela Promotoria de Justiça de Loanda. No caso da filha, o crime foi tipificado como vicaricídio, crime cometido contra uma pessoa sob a guarda de uma mulher para causar sofrimento a ela. Segundo o MP e a Polícia Civil, a tipificação se encaixa porque houve possibilidade de dolo: Iria poderia não ter morrido e Maria Laura, sim.
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Durante a investigação, foi apurado que houve um "clima de tensão" entre o casal durante uma confraternização familiar naquele dia. A tensão ocorreu após Iria escolher uma música sobre traição para ser tocada. Em seguida, a família foi embora da casa. "Esse fato é considerado como linha de motivação do crime", afirmou a delegada responsável.
A princípio, o suspeito mentiu no depoimento ao dizer que era Iria quem dirigia e que havia se perdido no caminho para casa. No entanto, câmeras de segurança confirmaram que ele era o motorista. O trajeto realizado pelo carro comprovou que o condutor seguiu em linha reta e acessou as ruas próximas ao rio sem desviar. Ele dirigiu por oito minutos antes do automóvel chegar à rampa e entrar na água.
Perícias não identificaram problemas no veículo que pudessem ter impossibilitado a frenagem. Também não há indícios de que o homem estava desorientado durante o trajeto, com base na análise das câmeras. A delegada ressaltou que o suspeito demorou para pedir ajuda após o carro ficar submerso. Um pescador que estava no local confirmou que ele saiu nadando "com uma certa habilidade" e só então gritou pedindo socorro.
No total, 11 pessoas foram ouvidas ao longo da investigação. O suspeito está preso preventivamente desde o dia 8 de maio. A denúncia agora é encaminhada à Justiça, que pode, ou não, torná-lo réu. A defesa não se manifestou sobre o caso até a última atualização desta reportagem.
