Mandioca gigante de 1,95 metro e 14 kg surpreende casal de agricultores no interior do Paraná
Raiz superou a altura dos próprios agricultores na região central do estado. Agrônoma explica que chuvas e solo adubado favoreceram o desenvolvimento

m casal de produtores rurais foi surpreendido ao colher uma mandioca gigante, pesando 14 quilos e medindo 1,95 metro de comprimento, na própria propriedade na cidade de Pitanga, na região central do Paraná. O tamanho excepcional impressionou os agricultores, já que a raiz não apenas superou a altura de ambos, mas também ultrapassou de forma expressiva o comprimento médio da espécie, que costuma alcançar no máximo 40 centímetros.
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A agricultora Lidia Korczak relatou que estava carpinando a horta da família com uma enxada quando se deparou com a raiz fora do comum e precisou chamar o marido, Augusto Manchur, para ajudar na extração. A experiência inédita marcou o casal, que vive do trabalho no campo há décadas. "Nós trabalhamos na roça desde crianças; a gente nasceu neste ramo e nunca saiu. Uma mandioca desse tamanho nós nunca tínhamos visto; na verdade, fomos surpreendidos", afirmou Lidia.
O desenvolvimento atípico da raiz tem justificativas técnicas diretamente ligadas ao manejo do solo e às condições climáticas recentes no estado. A engenheira agrônoma Alini Machado, doutora em fertilidade do solo e nutrição de plantas do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), esclareceu que a ausência de impedimentos físicos na terra e o uso de adubo natural foram determinantes. "A mandioca é uma raiz e vai acumulando amido na sua estrutura, e precisa encontrar uma área livre para crescer, sem impedimentos de pedras, por exemplo. No caso desse casal, eles utilizam esterco na área, então a gente tem bastante matéria orgânica e provavelmente fósforo e potássio, que são nutrientes importantes para o desenvolvimento", explicou a especialista.
Além da nutrição da terra, o clima desempenhou um papel fundamental no acúmulo de massa da raiz. A doutora destacou o impacto das chuvas constantes que atingiram a região recentemente. "Nos últimos meses tivemos a influência do El Niño, com bastante disponibilidade de água. E se no período de enchimento de produção de amido a gente tem essa grande disponibilidade de água, a tendência é ter raízes maiores também", detalhou Alini.
Apesar de toda a base científica que explica o crescimento exponencial da planta, Augusto garante que o resultado extraordinário na horta também é fruto da dedicação diária da família ao trabalho rural. "Se você plantar com carinho e capricho, já diz o velho ditado: 'Quem plantou, um dia colhe'", brincou o agricultor.
